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Mayumi Sato

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

"Você por aqui?" Relatos de quem encontrou amigos e familiares no swing

Relatos de quem passou por situação embaraçosa em casas de swing - iStock
Relatos de quem passou por situação embaraçosa em casas de swing Imagem: iStock
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Mayumi Sato

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está "não estamos" só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Colunista de Universa

20/06/2021 04h00

Dia desses li uma notícia de que o Tinder vem testando uma funcionalidade para bloquear números de pessoas com as quais você não quer se deparar durante o uso do aplicativo. E pensei que isso, na minha época ativa por lá, teria me livrado de algumas situações mais embaraçosas.

Mas, convenhamos, nada se compara ao temor de encontrar familiares e conhecidos em situações um pouco mais, digamos, difíceis. Lá no Sexlog, por exemplo, a gente tenta evitar a exposição das pessoas ao máximo e por isso existe uma regra de que foto de rosto você só mostra ou envia, no privado. Assim, dá tempo de ganhar um pouco mais de intimidade com a pessoa, trocar algumas mensagens, para avaliar se é mesmo uma boa decisão (as nudes, por outro lado, estão todos liberados).

Fiz uma pesquisa com algumas pessoas por lá e descobri que 80% morre de medo encontrar gente da família num ambiente de swing, 32% também não quer encontrar pessoas com as quais tem algum contato pelas redes sociais tradicionais e 30% sai correndo ao encontrar, também, amigos de amigos.

É claro que ouvi muitas histórias sobre o tema, algumas de terror, outras com um tom de conto erótico e até algumas engraçadas.

Vou compartilhá-las aqui:

"Encontrei, sem querer, um conhecido no swing": relatos

"Já encontrei um cliente meu e outra vez um fotógrafo que foi fazer um trabalho para minha família. Sem querer achei o perfil dele com a mulher."

"Encontrei a minha cunhada. Dei match no Tinder e ela também. Não tinha foto, mas acabei descobrindo que era ela. Tentei dar dicas de quem eu era, mas ela não notou. Falávamos de putaria e combinamos de nos encontrar às escuras em um bar distante. Quando ela me viu, disse que tinha quase certeza que era eu, mas não queria admitir. Bebemos, fomos ao motel, transamos e depois fomos pra casa como se nada tivesse acontecido. Transamos muitas vezes até que ela arrumou um namorado, casou e nunca mais tivemos nada."

"Uma vez encontrei uma pessoa que eu conhecia e sabia que eu era casado, mas não conhecia minha esposa. Ela chegou me dando bronca, falando que eu era casado e não deveria estar ali, foi bem desagradável. Pior que eu até era a fim dela, mas nunca tinha tentado nada."

"Já encontrei conhecidos numa rede social de swing, mas consegui contornar sem constrangimento. Eu descobri a pessoa, mas ela não percebeu quem eu era, então abortei a conversa e preservei a identidade da pessoa."

"No meu caso, foi tranquilo: encontrei um amigo muito antigo que eu sabia que era solteiro, mas estava como casal nessa rede social. Aí percebi que essa suposta esposa era só alguém para o swing. Mas acabei deixando pra lá, pois não era do meu interesse e sabia que ele também não toparia o encontro."

"Moro em uma cidade com apenas 70 mil habitantes, então encontrar conhecidos em todos os aplicativos não é difícil. Meu marido e eu, inclusive já saímos com um amigo dele de infância, que encontramos num site de swing."

E você, já passou por uma situação como essas? Como você reagiria? Compartilha nos comentários!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Mayumi Sato