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Mayumi Sato

Pesquisa revela como a pandemia mudou o comportamento nos apps de pegação

Maria Voronovich/Getty Images/iStockphoto
Imagem: Maria Voronovich/Getty Images/iStockphoto
Mayumi Sato

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está "não estamos" só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Colunista do UOL

18/10/2020 04h00

Ao longo dos últimos 10 anos, o grupo norte-americano Match.com, empresa dona dos aplicativos mais populares de relacionamento do mundo (incluindo o Tinder), vem conduzindo pesquisas com solteiros nos Estados Unidos para entender o comportamento desse grupo de pessoas e como ele vem mudando no decorrer do tempo.

Esse ano, com a pandemia, o estudo foi atualizado, trazendo informações interessantes sobre como os encontros e flertes estão sendo afetados pelo covid-19, isolamento social e novas tecnologias. Essa atualização foi realizada a partir de 50 mil novas entrevistas com pessoas solteiras, espalhadas por todo país (EUA), de todas as faixas etárias, etnias, faixas de renda e estilos de vida.

2020 obrigou os solteiros a desacelerarem. O resultado é que temos mais pessoas a procura de relações estáveis e isso afeta a forma como os aplicativos de encontro vem sendo usados:

  • 63% estão investindo mais tempo na procura por parceiros potenciais;
  • 69% estão sendo mais honestos com seus novos "matches";
  • 52% passaram a reavaliar seus critérios e considerar uma variedade maior de pessoas para se relacionar;
  • 61% da geração Z e 49% dos millennials têm focado menos na atração física;
  • 50% dessa mesma geração Z têm se preocupado em ter conversas mais profundas online antes de partir para encontros presenciais.

Parece que a coisa está ficando séria:

  • 53% dos solteiros têm priorizado a busca por relacionamentos sérios desde o início da pandemia.

Enquanto isso, divórcios aumentam, mas os esforços para a reconciliação também:

  • 26% dos solteiros se separaram depois do início do isolamento social, mas muitos deles estavam tentando voltar ao relacionamento;
  • 25% das pessoas solteiras foram procuradas por um ex durante a pandemia e boa parte não ficou só na troca de mensagens!
  • Mais de 1 em cada 10 solteiros reviveram um relacionamento antigo durante a quarentena.

Quando o assunto é sexo, a pandemia parece ter desacelerado ainda mais a rotina dos solteiros norte-americanos:

  • 71% dizem não ter transado desde o início da pandemia e apenas 7% sentiram a libido aumentar durante esse período.

Quem divide apartamento com amigos parece ter se dado melhor:

  • 1 em cada 4 pessoas solteiras transou com amigos (as) com quem divide a casa. Já 13% dizem ter recebido convites para transar com outras pessoas aleatórias e recusaram. Outros 13% receberam os mesmos convites e aceitaram!
  • 1 em cada 5 pessoas solteiras já modificou seus planos de ter filhos ou mais filhos, mas será que isso fará de 2021 o ano dos bebês? Ainda é difícil dizer se, nas condições atuais, mais pessoas engravidarão ao longo de 2020, mas ficaremos de olho.

O que você achou dessa pesquisa? Acha que ela tem a ver com o comportamento dos brasileiros solteiros ao longo desse ano? Seus amigos estão se interessando mais por relações duradouras ou os encontros casuais continuam em alta? Compartilhe nos comentários!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Mayumi Sato