PUBLICIDADE

Topo

GGWP

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Streamers se reinventam e viram fonte central de entretenimento

Baiano, streamer brasileiro - Bruno Alvares/Riot Games
Baiano, streamer brasileiro Imagem: Bruno Alvares/Riot Games
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

11/02/2021 09h00

Qual o primeiro conteúdo que vem à sua cabeça quando você ouve a palavra "streamer"? Na maioria das vezes, algo relacionado a games, certamente. Porém, essa regra vem sendo cada vez mais quebrada. Profissionais do setor desafiam a lógica da televisão e trazem para o seu público elementos cada vez mais diversificados, valendo-se da fidelização e também de um acesso cada vez mais facilitado e interessante a direitos de transmissão. Um divisor de águas no que diz respeito aos hábitos de comunicação.

Por muitos e muitos anos, a televisão foi soberana no que dizia respeito a transmissões esportivas. Ainda há muito monopólio, é verdade, mas os esportes encontram uma realidade cada vez mais diferenciada e independente dos velhos hábitos. Para camadas mais jovens, o YouTube, a Twitch e tantas outras plataformas já se tornaram o principal veículo para o consumo de conteúdo. É rápido, é instantâneo e sob demanda. Você só assiste ao que quiser.

Gustavo "Baiano", ex-jogador de League of Legends, encontrou nas streams um caminho de sucesso. Além de acompanhar as partidas nacionais e internacionais do game, gerando conteúdo diário e tendo programas próprios, aos quais comparecem pro players e personalidades, expandiu seus horizontes. Na última semana, transmitiu a partida entre Athlético-PR e Internacional, válida pelo Campeonato Brasileiro.

- Eu percebi que gosto muito de entretenimento, e isso vai além dos jogos. Estou me desenvolvendo como showman, e espero continuar assim, criando conteúdo bom de várias coisas diferentes. No futebol muda demais, por isso precisei de pessoas ali, próximas de mim, que já tinham vivido aquele mundo. Esse crescimento foi natural e esperado - afirmou, em entrevista ao GGWP.

- Isso permite fazermos várias pontes antes impossíveis. Muita gente de outros universos nem conhecia stream. Temos projetos com a galera da música, está vindo gente de todos os meios. É uma bola de neve de crescimento que vai ser legal de assistir - completou.

De fato, em meio às restrições da pandemia do coronavírus, as streams se tornaram um canal importantíssimo para todas as vertentes do entretenimento. Cantores e bandas viram nas transmissões pela internet uma chance de se manterem ativos na mente do público e também de capitalizarem dentro do "novo normal". Um movimento natural. Como dito pelo próprio Baiano, todos têm a aprender e crescer nesse contexto.

O Brasil está extremamente bem servido neste sentido. Além de Baiano, nomes como Gaules, YoDa, Nobru, Alanzoka, Netenho e tantos outros sabem a importância de variar o próprio conteúdo e trazer, além dos games, vertentes variadas e "multidisciplinares". O fã de game, à parte de jogar, também tem seu próprio gosto sobre o que assistir, ouvir, consumir em geral... Entender esse comportamento é parte fundamental do ecossistema.

De acordo com a Pesquisa Game Brasil 2020, uma característica entre os gamers brasileiros é a prática de jogar enquanto realiza outras atividades. As principais são: são assistir à TV (41,8%), ouvir música (40,0%), navegar na internet (38,0%) e acessar redes sociais (35,9%). Ou seja: há muito espaço para crescer. Basta querer e saber trabalhar a inovação.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL