Amo "Vai Na Fé" e realmente acho que é um marco na dramaturgia brasileira. No entanto, a reta final da trama tem sido assustadora ao trazer tantos acontecimentos aleatórios e tediosos, claramente para completar o número de capítulos encomendados.
Mas nessa quinta-feira (3), acredito que a história perdeu um pouco da noção e apelou ao tocar em assuntos com a profundidade de um pires. Nunca tive nada contra Simas (Marcos Veras), o personagem existia, nunca afetou em nada na história principal, mesmo sendo melhor amigo do protagonista e do vilão.
Ele teve suas narrativas paralelas ali e aqui, tudo bem, segue o baile. Aí agora, faltando uma semana para o último capítulo, inventaram uma adoção para ele e Sabrina (Cris Wersom) do nada. O casal que mal tínhamos notícias, provavelmente teve mais tempo de tela num capítulo do que no último mês inteiro.
Só que adoção é assunto sério. Adoção de uma criança negra por pais brancos, mais ainda. Jogaram um conflito com o cabelo da menina e o "resolveram" quase que instantaneamente com a consultoria de Bella (Clara Serrão) e outras mulheres negras.
Acho realmente que são pautas necessárias, mas poxa vida, por que não destrincharam isso na trama então?! Essa situação grita para um novo formato das novelas. Se a encomenda de capítulos é tão grande a ponto de começar a operação "tapa buracos", então é melhor cortar o que não importa.
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