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Globo investe em publicidade, mas Combate tem pouco retorno na volta do UFC

Dana White, presidente do UFC, durante a pesagem do UFC 249 - Mike Roach/Zuffa LLC
Dana White, presidente do UFC, durante a pesagem do UFC 249 Imagem: Mike Roach/Zuffa LLC

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

09/05/2020 19h10

Além de marcar a volta do UFC, que havia paralisado atividades por causa da Covid-19, o UFC 249 traz o retorno das transmissões ao vivo de esporte no Grupo Globo após 50 dias. Mas mesmo com alto investimento em publicidade e sem concorrência, o Combate, canal de lutas por pay-per-view da emissora carioca, não teve grande procura.

Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte, esperava-se nos bastidores da Globo uma movimentação de assinantes maior do que se teve por parte do público até hoje (9). O Combate perdeu clientes nas últimas semanas, quando não tinha eventos para transmitir, e o UFC 249 era esperança para reverter este quadro.

A Globo ainda não considera que perdeu com a campanha, já que investiu em uma estratégia de publicidade que divulgava as três grandes card que irão ocorrer em uma semana no UFC. Mas se os dados atingidos atéhoje continuarem, o Combate não irá recuperar nem 50% dos números que perdeu nas últimas semanas.

Mesmo com a renda da população caindo, a Globo apostava no fator "carência esportiva". Sem eventos acontecendo pelo mundo, parte do público ávido poderia assinar o Combate para assistir ao card principal do UFC 249.

Internamente também se tem a impressão que foi um equivoco retornar com o UFC neste momento, quando a pandemia da Covid-19 ainda preocupa muito também nos Estados Unidos.

Para divulgar o UFC 249 e os outros dois eventos, a Globo investiu em massiva publicidade em sites de internet e em anúncios comerciais que foram exibidos nos intervalos da emissora aberta. Uma promoção no valor do Combate, que custa entre R$ 75 e R$ 90, chegou a ser estudada para ajudar na divulgação destes eventos.

No entanto, a Globo desistiu da ideia justamente pela situação financeira difícil. Caso o cenário se mantenha nas próximas semanas com os outros eventos do UFC acontecendo, uma queda no preço ainda não está totalmente descartada.

Vale ressaltar que a Globo não tem direitos de transmissão do UFC para a TV aberta, já que o contrato se encerrou no fim de 2018. O acordo se mantém para TV por assinatura e pay-per-view até o fim de 2022. É por causa deste vínculo na TV paga que a emissora ainda faz merchandising dos eventos da liga de MMA em TV aberta, principalmente dentro do "Globo Esporte".

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