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Atuação de Diego simboliza sucesso das apostas "de emergência" de Diniz

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

31/08/2020 04h00

Um lance ocorrido aos 23 minutos do segundo tempo no clássico entre São Paulo e Corinthians, ontem (30), no Morumbi, exibiu para o grande público a personalidade do zagueiro Diego Costa, 21, que os tricolores atentos às categorias de base já conheciam: em uma discussão com Jô, o garoto não "baixou a a bola", como sugeriu o atacante 12 anos mais velho, e deu sequência à atuação de gala que anulou o rival em campo.

O desempenho do novo titular é símbolo da consolidação das apostas, de certa forma, emergenciais que o técnico Fernando Diniz fez em seu momento mais delicado no comando do São Paulo, após derrota para o Vasco e empate com o Bahia em casa, na terceira rodada e quarta rodadas do Campeonato Brasileiro, respectivamente. Contando aqui, claro, a derrota para o Mirassol pelo Paulistão.

Desde então, com Igor Vinícius na lateral direita, Diego Costa e Léo na zaga, além de Gabriel Sara e Luciano titulares na frente, o time emendou três vitórias (Sport, Athletico Paranaense e Corinthians). No clássico, aliás, a suspensão de Reinaldo não fez o treinador mudar a dupla de zaga: Léo ficou por ali, enquanto pois Liziero entrou na ala, tal como nos tempos de Copinha, e teve bom desempenho em grande parte do jogo.

Principal aposta do treinador ao desbancar zagueiros provados como Bruno Alves e Arboleda —que não ficou à disposição por causa de um incômodo muscular—, Diego Costa terminou o clássico com 85% de passes certos e maior parte de vitórias em duelos pessoais no chão e pelo alto, além de três cortes, uma interceptação e o fechamento de espaços para ação do ataque corintiano.

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A vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, aliás, foi construída sobre intervenções do treinador: o primeiro gol foi de falta, marcado por Hernanes —escolhido por Diniz para substituir Daniel Alves, lesionado. O outro foi de Brenner com assistência de Toró. Um entrou aos 12 e o outro aos 28 minutos do segundo tempo, saídos do banco de reservas.

"Titulares são todos os jogadores que estão na equipe. A gente escolhe os que são melhores para o São Paulo no momento. Na zaga, os dois [Léo e Diego] jogaram bem desde que eu os coloquei, e resolvi não mexer. Atenderam muito bem à expectativa. De novo o Léo fez uma grande partida e ajudou a equipe tanto na marcação, quanto na construção", afirmou o treinador são-paulino após a vitória no Morumbi.

A vitória de ontem colocou o São Paulo na vice-liderança do Campeonato Brasileiro com 13 pontos, apenas dois a menos que o Internacional com o mesmo número de jogos. O próximo confronto será quinta-feira, às 20h, diante do Atlético-MG - que soma nove pontos e é concorrente direto com um jogo a menos.

Sidcley e Diego - Marcello Zambrana/AGIF - Marcello Zambrana/AGIF
Sidcley, do Corinthians, disputa lance com Diego Costa, do São Paulo
Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

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