Rafael Reis

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Dono do Chelsea quer comprar clubes em outros países; Brasil está na mira

Dono do Chelsea desde o começo da temporada passada, o empresário norte-americano Todd Boehly pretende expandir seu projeto futebolístico para vários países e seguir os mesmos passos do Grupo City e da Red Bull.

De acordo com o jornalista inglês Ben Jacobs, os planos mais imediatos do magnata incluem a compra de clubes em três mercados considerados por ele como estratégicos: Portugal, Bélgica e Brasil.

Atualmente, a BlueCo, consórcio que tem Boehly como acionista majoritário e principal executivo, administra apenas duas equipes: o Chelsea e o Strasbourg, 15º colocado no Campeonato Francês.

O empresário também investe em basquete (tem participações no Los Angeles Lakers e no Los Angeles Sparks), beisebol (Los Angeles Dodgers) e e-sports (Cloud9).

Por que entrar no Brasil?

Ainda não se sabe quais seriam os possíveis alvos de Boehly no Brasil e nem sequer se ele priorizaria a compra de um clube que já esteja na primeira divisão ou se teria preferência por um time de escalões mais baixos, que exigisse um investimento inicial menor.

Mas, pelo perfil apresentado pelo empresário desde que começou a se aventurar no futebol, é quase certo que seu objetivo principal por aqui seja revelar jogadores para o mercado europeu, e não construir uma equipe capaz de empilhar títulos.

Boehly é completamente obcecado pela ideia de contratar atletas ainda em início de carreira e desenvolvê-los durante alguns anos para obter lucro no futuro. Mesmo no Chelsea, clube que é sua prioridade, a maioria absoluta do alto investimento (quase 1,1 bilhão de euros, ou R$ 5,9 bilhões) já feito em reforços foi de jogadores de no máximo 23 anos.

Proximidade com o Brasil

Antes mesmo de dar início ao projeto de compra de um clube brasileiro, o proprietário do Chelsea já vinha mostrando interesse nos garotos oriundos do único país pentacampeão mundial de futebol.

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Em um ano e meio gerenciando os "Bleus", Boehly já levou para Stamford Bridge três adolescentes brasileiros.

O volante Andrey Santos (ex-Vasco) está emprestado ao Nottingham Forest, o meia-atacante Ângelo (ex-Santos) foi cedido ao Strasbourg para ganhar experiência e o centroavante Deivid Washington (ex-Santos) tem completado o elenco do Chelsea e ficado no banco em vários jogos.

Investidores no Brasil

Dos 20 clubes participantes do Brasileirão-2023, oito já se transformaram em SAFs (Sociedade Anônima do Futebol) e terceirizaram o controle do departamento de futebol para investidores que pagaram por isso.

Atlético-MG, Coritiba, Cruzeiro e Cuiabá continuam em mãos nacionais. Já Bahia, Botafogo, Red Bull Bragantino e Vasco fazem hoje parte de grupos internacionais que contam com clubes em mais de um país, mesmo modelo que o dono do Chelsea pretende adotar em sua entrada no Brasil.

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