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Rafael Reis

REPORTAGEM

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Em busca do tri, Portugal pode ser 4ª escola mais vitoriosa da Libertadores

Abel Ferreira pode conquistar seu segundo título consecutivo de Libertadores - Cesar Greco/Palmeiras
Abel Ferreira pode conquistar seu segundo título consecutivo de Libertadores Imagem: Cesar Greco/Palmeiras
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

27/11/2021 04h00

Portugal fica a mais de 5 mil quilômetros de distância da América do Sul. Para sair do país mais ocidental da Europa e chegar ao nosso continente, é preciso atravessar o Oceano Atlântico e encarar pelo menos sete horas e meia de voo.

Mesmo assim, a nação que deu Cristiano Ronaldo ao mundo pode ver hoje o terceiro título consecutivo de Libertadores conquistado por um dos seus treinadores e, com isso, tornar-se a quarta maior vencedora da história do torneio.

Campeão com o Palmeiras na temporada passada, Abel Ferreira pode conquistar o bi com o clube paulista nesta tarde, no estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Curiosamente, seu adversário na decisão será o Flamengo, que ganhou em 2019 sob comando de Jorge Jesus e iniciou essa hegemonia lusa.

Caso vençam a Libertadores pela terceira vez, os treinadores portugueses irão igualar o número de títulos da escola colombiana, vencedora em 1989 (Francisco Maturana, no Atlético Nacional), 2004 (Luis Fernando Montoya, no Once Caldas), e 2016 (Reinaldo Rueda, no Atlético Nacional).

E aí, somente três países terão mais conquistas vindas dos seus técnicos. Os "professores" oriundos da Argentina ganharam 27 Libertadores, mais de 44% de todas as edições já disputadas da competição continental. Os brasileiros têm 18 títulos (o último com Renato Gaúcho, hoje no Fla, com o Grêmio-2017) e os uruguaios, 10.

Além das taças conquistadas pelos portugueses, apenas um treinador de outro continente já venceu a Libertadores. Em 1991, o Colo-Colo, do Chile, sagrou-se campeão sob comando de um croata, Mirko Jozic. Durante quase 30 anos, ele permaneceu como o "único intruso" na festa sul-americana.

Foi então que começou essa ainda pequena era de sucesso dos técnicos portugueses. Que, aliás, nem é tão exclusividade assim do nosso continente.

O atual vencedor da Liga dos Campeões da Ásia, o saudita Al-Hilal, por exemplo, é comandado por um compatriota de Abel e Jesus: Leonardo Jardim, que inclusive já foi sondado pelo Flamengo tempos atrás. No ano passado, um luso, Jaime Pacheco, bateu na trave na versão africana da Champions e foi vice com o Zamalek, do Egito.

Pela terceira vez na história, o futebol brasileiro vai emendar três títulos consecutivos da Libertadores. Entre 1997 e 1999, Cruzeiro, Vasco e Palmeiras colocaram o país do futebol no topo do pódio do torneio sul-americano. De 2010 a 2013, Internacional, Santos, Corinthians e Atlético-MG construíram uma hegemonia ainda maior.

O campeão continental de 2021 vai levantar o troféu da competição número um da Conmebol pela terceira vez e igualar o recorde de São Paulo, Santos e Grêmio, os maiores vencedores vindos do Brasil.

Melhor time da América do Sul em 1999 e 2020, o Palmeiras também chegou à final em 1961, 1968 e 2000. Já o Flamengo saiu de campo vitorioso nas duas decisões que disputou: 1981 e 2019.

O vencedor da Libertadores-2021 ainda não sabe quando irá disputar o Mundial de Clubes. A próxima edição do torneio será realizada nos Emirados Árabes, em fevereiro do próximo ano. No entanto, as datas oficiais só devem ser divulgadas pela Fifa na segunda-feira.

Libertadores por nacionalidade do técnico:

Argentina: 27 títulos
Brasil: 18 títulos
Uruguai: 10 títulos
Colômbia: 3 títulos
Portugal: 2 títulos
Croácia: 1 título