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Rafael Reis

REPORTAGEM

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Champions terá final mais cara da história e levará a campo R$ 10,2 bilhões

Chelsea gastou R$ 4,1 bilhões na montagem do seu elenco atual - Getty Images
Chelsea gastou R$ 4,1 bilhões na montagem do seu elenco atual Imagem: Getty Images
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

08/05/2021 04h00

A final da Liga dos Campeões da Europa, entre Chelsea e Manchester City, será a mais cara da história da competição e colocará em campo elencos que custaram 1,6 bilhão de euros (R$ 10,1 bilhão) para serem montados.

É esse o valor somado que os dois times ingleses investiram ao longo dos últimos anos só na compra dos direitos econômicos dos jogadores que formam os grupos atuais comandados pelos técnicos Thomas Tuchel e Pep Guardiola, respectivamente.

O City, que é bancado pelo dinheiro da família real de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), tem o time mais caro da final. Para montar seu elenco profissional, foi necessário um investimento de 945 milhões de euros (quase R$ 6 bilhões).

Só o meio-campista belga Kevin de Bruyne, principal jogador da equipe e contratação mais cara da história do clube, custou 76 milhões de euros (R$ 481 milhões). Outros dez jogadores do elenco azul celeste também protagonizaram transferências que romperam a barreira dos 50 milhões de euros (R$ 316,5 milhões).

Já o Chelsea, que tem como proprietário e principal financiador o russo Roman Abramovich, um magnata do setor da mineração, desembolsou 650 milhões de euros (R$ 4,1 bilhões) para ter um elenco capaz de voltar à decisão da Champions.

O goleiro reserva Kepa Arrizabalaga e o meia-atacante alemão Kai Havertz foram os investimentos mais pesados dos londrinos: cada um deles custou 80 milhões de euros (R$ 507 milhões). Christian Pulisic, Jorginho, Timo Werner e Ben Chilwell também necessitaram de investimentos superior a 50 milhões de euros.

Antes da edição deste ano, o recorde de final mais cara do torneio interclubes mais badalado do planeta pertencia à temporada passada. Na ocasião, o campeão Bayern de Munique e o vice Paris Saint-Germain dispunham de elencos que haviam custado juntos 1,3 bilhão de euros (R$ 8,2 bilhões).

Mas a quebra dessa marca era inevitável. Afinal, City e Chelsea, impulsionados por donos cheios da grana e sem nenhum pudor em gastá-la, são os dois clubes do mundo inteiro que mais investiram na chegada de novos jogadores ao longo da última década.

Considerando os atletas que já foram embora de Manchester e não fazem mais parte do grupo de Guardiola, os Citizens investiram 1,7 bilhão de euros (R$ 10,8 bilhões) em reforços desde 2010/11. Os Blues não ficaram muito atrás e torraram uma fortuna de 1,3 bilhão de euros (R$ 8,2 bilhões) nas janelas de transferências do período.

A decisão da edição 2020/21 da Champions será disputada no próximo dia 29 (sábado) e terá como palco o Olímpico Atatürk, em Istambul (Turquia). Originalmente, o estádio estava reservado para receber o jogo do título no ano passado, mas a programação teve de ser alterada por causa da pandemia de covid-19.

Essa será a terceira final 100% inglesa na história da competição. Em 2008, o Chelsea foi derrotado nos pênaltis pelo Manchester United após empate por 1 a 1 com a bola rolando. Duas temporadas atrás, o Liverpool se sagrou campeão europeu com uma vitória por 2 a 0 sobre o Tottenham.

O torneio teve outras cinco decisões entre clubes do mesmo país: três espanholas (todas vencidas pelo Real Madrid, em 2000, 2014 e 2016), uma italiana (Milan 0 x 0 Juventus, em 2003, com triunfo rossonero nos pênaltis) e uma alemã (Bayern de Munique 2 x 1 Borussia Dortmund, em 2013).