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Rafael Reis


Por que a Inter de Milão é o "pior adversário do mundo" para Messi?

Messi é desarmado por Chivu, durante jogo entre Barcelona e Inter de Milão, na temporada 2009/10 - AFP
Messi é desarmado por Chivu, durante jogo entre Barcelona e Inter de Milão, na temporada 2009/10 Imagem: AFP
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

03/07/2020 04h20

Classificação e Jogos

Lionel Messi chegou na última terça-feira ao 700º gol de sua trajetória como profissional no futebol. Desses, 630 tentos foram marcados pelo Barcelona, único clube que defendeu ao longo da carreira.

O astro argentino deixou sua marca contra 68 dos 78 times que já enfrentou vestindo o uniforme do gigante catalão. É isso mesmo: apenas dez clubes que enfrentaram o camisa 10 não tiveram suas redes balançadas por ele.

E a maior pedra no sapato de Messi tem nome e sobrenome italianos: Internazionale Milano.

A Inter de Milão, como é mais conhecida aqui no Brasil, já mediu forças com o astro argentino em quatro oportunidades. E, mesmo assim, nunca foi vazada por ele.

Três desses encontros aconteceram na temporada 2009/2010, em que o clube italiano conquistou seu mais recente título de campeão europeu. Na campanha vitoriosa na Liga dos Campeões, a equipe então comandada por José Mourinho jogou quatro vezes contra o Barça, de Pep Guardiola.

Messi participou de três dessas partidas. Na fase de grupos, houve empate sem gols. Já nas semifinais, a Inter venceu o jogo de ida por 3 a 1 e, com direito a uma retranca que entrou para a história do futebol mundial, foi derrotada por apenas 1 a 0 no confronto de volta e acabou se classificando para a decisão.

O argentino só foi reencontrar o pior adversário de sua carreira em outubro do ano passado. Novamente, Inter e Barcelona caíram na mesma chave da Champions. E, outra vez, o craque foi incapaz de balançar as redes.

Mas, pelo menos, deu assistência para um dos dois gols de Luis Suárez que definiram a vitória por 2 a 1, na Catalunha.

O curioso é que Messi poderia ter tido mais quatro oportunidades de acabar com o incômodo tabu contra a Inter, mas só participou da metade dos confrontos do Barça contra o clube de Milão desde que se profissionalizou.

Ele foi deixado no banco em uma dos jogos da fase de grupos da Champions de 2009/2010, estava machucado em duas partidas contra os italianos na temporada passada e também não teve condições de participar do segundo encontro da atual edição do torneio continental.

Além da Inter, só Rubin Kazan, Xerez, Benfica, Udinese, Murcia, Napoli, Cádiz, Al Sadd e Gramenet cruzaram o caminho de Messi, em partidas oficiais do Barcelona, e conseguiram sair de campo sem serem vitimizados por ele.

Por outro lado, nenhum clube sofreu mais nas mãos (ou nos pés) do astro que o Sevilla. A equipe espanhola enfrentou o argentino em 37 oportunidades e foi vazada por ele 37 vezes. Ou seja, sofreu em média um gol por jogo.

Além dos 630 gols pelo Barcelona, Messi também anotou 70 tentos pela Argentina ao longo dos últimos 15 anos. Com isso, superou o recorde de Gabriel Batistuta (54) e se tornou o maior artilheiro da história da seleção.

O 700º gol da carreira do craque saiu no empate por 2 a 2 contra o Atlético de Madri, no Camp Nou, pela 33ª rodada do Campeonato Espanhol. Após passar em branco em três partidas consecutivas, o seis vezes campeão do prêmio de melhor jogador do mundo alcançou a marca histórica ao dar uma cavadinha em cobrança de pênalti.

Com três empates nos últimos quatro jogos, o Barça perdeu a liderança da competição e se complicou na briga pelo terceiro título nacional consecutivo. Vice-líder, o time dirigido por Quique Setién está agora quatro pontos atrás do Real Madrid.

Em busca de uma reação que ainda lhe permita brigar pela taça nesta reta final de temporada, a equipe catalão joga no domingo contra o Villarreal, que já sofreu 15 gols de Messi em 22 confrontos.

Rafael Reis