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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Flamengo e Palmeiras presenteiam o futebol, e rubro-negros levam Supercopa

Arrascaeta faz o 2º do Fla na Supercopa - Alexandre Vidal / Flamengo
Arrascaeta faz o 2º do Fla na Supercopa Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

11/04/2021 13h36

Foi nos pênaltis depois de um empate em 2 a 2 que teve momentos de domínio do Flamengo e também do Palmeiras. A partida que valeu a Supercopa, na manhã deste domingo, em Brasília, foi um presente ao futebol. Jogo parelho, duelo de estratégias, disputas fortes, boas jogadas e um campeão da Libertadores jogando mais do que em todas as partidas decisivas recentes, mostrando repertório. Título rubro-negro que castigou a melhor atuação alviverde desde a vitória sobre o River Plate, na Argentina.

Quem viu o Palmeiras da final na Libertadores contra o Santos, da decisão diante do Grêmio na Copa do Brasil e até mesmo na vitória, jogando mal, sobre o Defensa y Justicia, quarta-feira, pela Recopa, se surpreendeu. O time de Abel Ferreira jogou melhor já nos primeiros 45 minutos da Supercopa do que em todas essas pelejas valendo troféus. A proposta de sempre? Sim. Mas executada com ousadia, agredindo, finalizando, jogando futebol, não apenas se defendendo.

O Flamengo sofreu com os erros do seu experiente goleiro. Diego Alves parecia Hugo Souza saindo mal com os pés duas vezes logo nos 10 minutos iniciais, a primeira das falhas, com pouco mais de 60 segundos de bola em jogo, resultou no lindo gol de Raphael Veiga. Empataram os rubro-negros roubando bola perto da área e com Gabigol empurrando para a meta vazia no rebote da trave após lindo lance de Filipe Luís, que descadeirou Gustavo Gómez e arrematou.

Teve bola entrando no gol do time carioca em finalização de Breno Lopes que Diego salvou e Bruno Henrique parando diante de Weverton, cara a cara com o goleiro palmeirense. Tudo estava parelho na etapa inicial, até que Arrascaeta fez uma de suas mágicas. Depois de mirar (e errar por pouco) o ângulo direito do gol adversário quando seu time ainda perdia por 1 a 0, o uruguaio colocou no canto direito batendo de fora da área. A essa altura, o técnico Abel Ferreira já havia sido expulso após reclamar sem parar.

O Palmeiras foi claramente superior no segundo tempo, as entradas de Gabriel Menino e, principalmente, Danilo, nos lugares de Zé Rafael e Felipe Melo melhoraram, bem, o time paulista, que dominou, levou perigo, especialmente em jogadas aéreas, e empatou, merecidamente, em tolo pênalti cometido por Rodrigo Caio em Rony em jogada iniciada após erro e Everton Ribeiro, que fez má partida, como Gérson e Bruno Henrique. O empate em 2 a 2 marcado por discussões e brigas ficou de bom tamanho.

Dez cartões amarelos em jogo tenso, brigado, que deixa algumas lições, como a de que é, sim, possível, dois times brasileiros protagonizarem uma boa partida de futebol. E perguntas, como: por que o Palmeiras de Abel Ferreira não se comporta dessa maneira mais vezes? Ou, o que explica o Flamengo se arrastando em boa parte do segundo tempo. Na disputa por pênaltis, vitória do Flamengo, bicampeão da Supercopa do Brasil.

Em 30 de maio os dois times se reencontrarão, no Maracanã, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Gostamos!

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL