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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Palmeiras e Flamengo fazem jogo para ser exemplo ao futebol brasileiro

Flamengo e Palmeiras em campo pela Supercopa - Marcelo Cortes / Flamengo
Flamengo e Palmeiras em campo pela Supercopa Imagem: Marcelo Cortes / Flamengo
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

11/04/2021 13h10

Palmeiras e Flamengo fizeram hoje (11) em Brasília um belíssimo duelo que pode servir de exemplo ao futebol brasileiro. Os times alternaram formas de construir o jogo, apresentaram diferentes recursos dependendo do momento da partida e mostraram um elenco com opções interessantes para a maratona que vem pela frente.

Mesmo ainda em começo de temporada e sob o sol do meio-dia, as duas equipes mostraram bom ritmo e sofreram naturalmente com o desgaste ao longo dos 90 minutos. As substituições conseguiram manter os dois times em alto nível, com vantagem para o lado verde e branco, especialmente no segundo tempo.

A equipe de Abel Ferreira foi muito além do futebol reativo que apresentou em boa parte da temporada passada, explorou bastante o contra-ataque e teve em Rony um atleta inspirado para fazer o papel de camisa 9. Raphael Veiga foi decisivo, conseguiu articular jogadas e passou a ter melhor desempenho com as entradas de Danilo e Gabriel Menino. Gustavo Gómez manteve seu alto nível e tinha que fazer o possível para compensar as falhas de Luan e Marcos Rocha, itens já conhecidos do torcedor palmeirense.

É possível afirmar que os palmeirenses jogaram melhor hoje do que em 90% do ano passado, com evolução notável em relação ao que foi apresentado na primeira partida da Recopa na última quarta-feira, diante do frágil Defensa y Justicia.

Danilo também mostrou que não pode ser banco de reservas. O garoto entrou no segundo tempo, mudou todo o ritmo do Alviverde no meio e deixou claro que merece ter o espaço de Felipe Melo ou de Zé Rafael, já que ambos ainda não apresentaram seu melhor desempenho.

Pelo lado do Flamengo, Diego Alves foi muito bem quando exigido e seu xará controlou o meio-campo. Foi notável a queda de rendimento com a substituição dele. Arrascaeta e Filipe Luís também mostraram alto nível, com Gerson e Everton Ribeiro ligeiramente abaixo do que já mostraram. Arão ainda não se firmou como zagueiro e dava calafrios na torcida flamenguista em determinados momentos, mas nada que tenha sido decisivo no resultado.

As triangulações do meio com os laterais, especialmente com Isla pela direita, ainda conseguem envolver qualquer defesa adversária. Até mesmo Gustavo Gómez, um dos melhores defensores do país, sofreu com a troca rápida de passes. O que causou estranhamento foi o fato de o Flamengo ter encolhido bastante, chamando o Palmeiras para cima, o que não é comum ao time de Rogério Ceni.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL