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O futuro de Abel Ferreira

Eterno diretor José Trajano ensinou muitas coisas na vida.

Que chefe não é quem manda, mas quem lidera. Também insistiu em dizer que não se deve comparar situações do futebol com o dia a dia.

Verdade, mas é inevitável se colocar na pele e ter empatia num momento em que se pondera as vantagens ou desvantagens de mudar de emprego.

A cabeça pode ficar um trevo e a certeza mudar a cada hora. Abel Ferreira passará por isso, possivelmente, depois da definição do Campeonato Brasileiro.

Há quem diga que ele vai para o Catar, se conquistar seu décimo título pelo Palmeiras. Que não vai se não for campeão, porque nesse caso não vai sair por cima.

Ele não precisa disso. Só precisa estar num lugar de que goste, sinta-se bem, receba bom salário, perceba-se querido, cuide da família.

Abel abriria mão de perto de R$ 55 milhões entre a multa a pagar e o salário a receber no próximo ano de Palmeiras. Se o Al Sadd paga, problema resolvido. Sua família está instalada e feliz em São Paulo. Deste ponto de vista, talvez não seja tão agradável morar em Doha.

Ah, sim, o dinheiro cura estas feridas, mas nem todo mundo é movido a dinheiro.

A proposta oficial não chegou. Sabe-se que chegará. Quando houver, Abel pensará, ponderará, tera a missão de fazer a cabeça esfriar, para pensar direito.

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Tudo estará apenas em sua cabeça e em seu coração. Dele e de sua família.

Antes, ele pensa no futuro próximo. Sabe que precisa vencer o Fluminense, no Allianz Parque.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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