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Irmã de Babi, do Botafogo, é a grande aposta do Fluminense

Matheus Babi e Mayara - Arquivo Pessoal
Matheus Babi e Mayara Imagem: Arquivo Pessoal
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

10/11/2020 12h00

Primeiro foi Matheus Babi que se firmou no Botafogo. Agora é a irmã dele, Mayara Barcelos, que quer mostrar a que veio. A ponteira de apenas 19 anos é a grande promessa o Fluminense para a Superliga Feminina que começa hoje (10) com um duelo contra o São Paulo/Barueri de José Roberto Guimarães.

Em um país onde o futebol é a paixão nacional, Babi ganhou fama antes que a irmã, mas é ela quem pinta como a grande esportista da família. Defende a seleção brasileira nas categorias de base há quatro anos e, na temporada passada, ajudou o Brasil a ficar em sexto no Mundial Sub-20. Com ainda um ano de juvenil pela frente, assumiu a responsabilidade de principal atacante do Fluminense.

Curiosamente, ela só virou jogadora de vôlei porque ele, quatro anos mais velho, já era jogador de futebol. "A gente estava voltando de uma viagem, eu meu pai e ele, e meu antigo técnico chamou ele para jogar. Mas o Matheus já estava na base do Vasco, não podia ir, e o técnico me chamou. Fiquei interessada, fui e estou jogando vôlei até hoje", conta Mayara. O irmão, diz ela, nunca aprendeu a jogar vôlei.

Os dois são de Macaé (RJ), perderam a mãe quando Mayara tinha cinco anos, e foram criados pelos avós, com o pai sempre presente. Matheus logo entrou na base do Vasco, mas depois voltou para Macaé. Passou por Grêmio, Macaé de novo, América-RJ, Macaé uma terceira vez, e esse ano chegou fazendo sucesso no Botafogo, aos 23 anos.

Mayara — que tem cada vez mais sido chamada de "Mayara Babi — tem uma trajetória menos inconstante. Aos 12 foi convidada para fazer um teste no Fluminense. Foi aprovada e começou a passar o fim de semana no Rio. "Pegava o ônibus sábado, treinava, dormia na casa de alguma menina do time, jogava domingo, e pegava o ônibus para voltar". Aos 14, pelo talento no vôlei, ganhou bolsa em uma escola particular da capital fluminense, que também lhe ofereceu alojamento.

Irmãos Matheus e Mayara - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

Aos 15, chegou a seleção brasileira e foi MVP do Campeonato Sul-Americano Sub-18, pintando como grande promessa do vôlei nacional. Viajando para competir, enquanto o irmão fazia o mesmo, chegou a ficar um ano inteiro ser ver Matheus. "Minha relação com meu irmão é meio distante porque a gente nunca se encontra. Ficamos um ano sem se encontrar. Ele no Rio Grande do Sul, eu no Flu e na seleção. Até hoje em dia a gente não se encontra direito, fala mais pelo telefone", conta.

Os avós se dividem, ela diz. Botafoguenses, torcem pelo time alvinegro com ou sem Babi no time. Mas aprenderam a gostar de vôlei e também não perdem uma partida do Fluminense. Hoje poderão ver a neta enfrentar o técnico da seleção brasileira, experiência que ela admite que dá um ânimo a mais. "Ainda acho que dá para ir para a Olimpíada de Paris. Depende de mim e tenho tempo pela frente", diz a ponteira, que recusou propostas e optou por seguir no Fluminense até fechar o ciclo como juvenil.

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