PUBLICIDADE
Topo

Procuradoria decide até sexta se denuncia Carol ao STJD por fala política

Talita e Carol - Divulgação/CBV
Talita e Carol Imagem: Divulgação/CBV
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/09/2020 12h38

A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei deu-se prazo até a próxima sexta-feira para decidir se denuncia a jogadora Carol Solberg com base em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): o 191 — deixar de cumprir o regulamento da competição — e o 258 — assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras do código.

"Os fatos gerados pela conduta da atleta serão encaminhado para uma das equipes da Procuradoria para analise de possível infração aos artigos 258 e 191 do CBJD. O prazo é o do código. Para essa capitulação o prazo é grande. Porém, até sexta-feira a procuradoria denuncia ou arquiva", contou ao blog o procurador-geral Fábio Lira.

Ele aguardava a entrega da súmula da partida pelo bronze da etapa de Saquarema (RJ) do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, após a qual Carol Solberg disse: "Fora, Bolsonaro" em entrevista ao SporTV, que transmitia o torneio domingo de manhã. A súmula, porém, não cita a fala.

De acordo com Lira, existe a possibilidade de a citação à declaração de Carol aparecer nos relatórios dos delegados da competições, que ainda não estão disponíveis. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) também não enviou, ao menos até agora, qualquer documento citando a fala de Carol após a partida. Mesmo assim, como a entrevista é fato público, a procuradoria vai avaliar irá denunciar a jogadora.

No termo de participação do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2020/2021, anexo ao regulamento do torneio, os jogadores se comprometem "a não divulgar, através dos meios comunicações, sua opinião pessoal ou informação que reflita críticas ou possa, direta ou indiretamente, prejudicar ou denegrir a imagem da CBV e/ou os patrocinadores e parceiros comerciais das competições". O "comprovado descumprimento" dessa regra prevê que o atleta pode ter sua participação vetada pela CBV na próxima etapa do circuito.

+ Acompanhe o que mais importante acontece no esporte olímpico pelos perfis do Olhar Olímpico no Twitter e no Instagram. Segue lá! +