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Serginho Escadinha estuda se candidatar a presidente da CBV

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

26/05/2020 14h07

O bicampeão olímpico Serginho Escadinha, que recentemente anunciou sua aposentadoria do vôlei, cogita se candidatar a presidência da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A revelação foi feita ao programa Baita Amigos, do BandSports.

"Algumas pessoas ligadas ao vôlei vieram atrás de mim para perguntar se eu não queria ser candidato a presidente da confederação. É logico que é assustador eu como atleta assumir uma cadeira dessas não é fácil, até porque não sei de gestão. Tem que ter atletas no comando da confederação, tem que ter atletas, mas além de ter atletas tem que ter atletas que realmente são do vôlei. Atletas que querem ir lá só para tirar proveito é melhor nem ir", comentou Escadinha.

O agora ex-jogador diz que está pensando na possibilidade. "Tô pensando muito. Tem que se preparar, tem que ser prepara para isso. Para se sentar numa cadeira daquela, ainda mais num espote de referência, tenho que ter o apoio de todo mundo", alegou.

A CBV é comandada por Walter Pitombo Laranjeiras, que foi vice-presidente por longos 28 anos. Conhecido como Toroca, ele assumiu a entidade em 2012, quando Ary Graça, então já na presidência da Federação Internacional de Vôlei (CBV), renunciou ao comando da entidade brasileira. Reeleito em abril de 2016 para um mandato que só começaria no ano seguinte, o dirigente de 85 anos pode tentar mais uma reeleição.

Esse pleito será o primeiro sob novas regras federais que exigem que os atletas sejam ao menos 1/3 da assembleia eleitoral. Mas, para isso, os atletas precisam escolher seus representantes. Na CBV, dois atletas de cada estado tendo direito a voto, em um total de 54, contra apenas oito medalhistas olímpicos (metade de quadra, metade da areia, metade de cada gênero). O voto desses últimos tem peso oito, contra peso um para os atletas da comissões estaduais e seis para as federações.

No programa do BandSports, Serginho participou de uma live em que também estava presente o campeão olímpico Marcelo Negrão. Na conversa, o ex-líbero contou que a geração de 2004 pretende que o ex-levantador Maurício e o ex-central Rodrigão sejam os medalhistas indicados à comissão, enquanto no vôlei feminino a tendência é serem eleitas a central Fabiana e a aposto Sheilla.

"Tem que ser atletas com vontade de mudar as coisas, de fazer que nosso vôlei se torne referência de novo. Não só em seleção, mas em clube também", afirmou. "A gente conhece que tem muito atleta que é de mentira e eu não suporto atleta que é de mentira. Se for para ir lá é para ir lá e fazer bem feito."

Olhar Olímpico