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Flamengo vai manter basquete e quer duas 'Libertadores' em uma temporada

Marquinhos, do Flamengo, em jogo da Champions League - Fiba Américas
Marquinhos, do Flamengo, em jogo da Champions League Imagem: Fiba Américas
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

09/05/2020 04h00

O basquete do Flamengo já começa a pensar em uma próxima temporada que será atípica. Que deverá começar com uma disputa de título de "Libertadores" e, se tudo der certo, terminar com outra. A temporada 2019/2020 acabou oficialmente ontem (8) para o clube rubro-negro, depois que a Fiba Américas anunciou que a final da Champions League América, para a qual o Fla já estava classificado, só será disputada de setembro em diante.

"O Flamengo estava invicto na Champions, na final, estava na frente no NBB. O time entregou bastante, mas não teve a cereja do bolo", lamenta Diego Jeleitate, gerente de basquete do clube. Durante a temporada, o Flamengo só perdeu quatro jogos. Mesmo assim, só conquistou um título, do Campeonato Carioca.

O coronavírus chegou exatamente quando a temporada ia começar a embalar. A Champions foi paralisada exatamente depois do jogo que levou o Flamengo à final da competição e o NBB parou quando faltavam seis rodadas para os playoffs, com o Fla com alguma folga na liderança.

"Os playoffs são quando eu faço diferença de bilheteria, é uma verba que me ajuda no orçamento, e eu perdi essa receita. A gente está analisando esse impacto, e vai depender de uma posição mais estratégica, do CEO e do diretor", explica o gerente. Também houve redução de patrocínios devido à crise e, sem os jogos decisivos televisionados, o clube deixou de entregar o que havia prometido aos patrocinadores.

A expectativa é que o orçamento para a próxima temporada seja reduzido, mas dentro do que vão ser os novos padrões da modalidade. "O basquete do Flamengo segue querendo ser campeão da Champions League, da NBB, de tudo. Acredito que vamos manter um nível de top 2, top 3 das Américas. Vai ter uma diminuição, isso é fato, mas não acredito que impacte na parte técnica da equipe", avalia Jeleitate.

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Diferente do futebol, no basquete os contratos são firmados para uma única temporada. Por isso, o contrato de 10 dos 11 jogadores profissionais do Flamengo acaba em meados de junho. Só o jovem Pedro Nunes, armador contratado no ano passado depois de passagens pelos EUA e pela Espanha, tem acordo garantido para a próxima temporada.

Em momento de mercado devagar quase parando, o Flamengo promete se movimentar, oferecendo renovação para alguns jogadores e buscando novos nomes no mercado. Tudo dentro de um novo cenário financeiro, de salários mais baixos. Por causa da crise, o elenco já havia sofrido perdas salariais, diante da redução de receitas do departamento.

Na base, por enquanto os garotos continuam recebendo suas bolsas. O clube inclusive cogita ampliar o espaço desses atletas no elenco do ano que vem. "Talvez ao invés de ter 11 profissionais, eu tenha 10, nove, e abra espaço para esses meninos", diz Jeleitate. Se o Campeonato Brasileiro da CBB (segunda divisão) for realizado, existe a possibilidade de emprestar jogadores do time campeão nacional sub-21 para equipes do torneio.

Por enquanto, tudo é incerto, inclusive a duração da próxima temporada. "Quando voltam os jogos? A gente está falando setembro, outubro, mas não ter garantia. Será que o NBB não vai ter que ser de janeiro a junho? A gente é otimista, mas hoje não temos controle. É uma situação nova. A gente está achando que volta em agosto os treinamentos, hoje é nossa programação, para começar em setembro disputar competições. Mas será que tenho a garantia desse planejamento? São muitas dúvidas que impactam na renovação da equipe."

Além do Flamengo, São Paulo, Sesi/Franca e Unifascisa também devem participar deste primeiro momento do mercado, fazendo contratações e renovando contratos. Minas e Mogi das Cruzes também podem se movimentar. A tendência é que os demais esperem um cenário mais claro para o futuro.

Olhar Olímpico