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Campeão olímpico é condenado por crime sexual após baixar calça de colega

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

08/05/2020 13h08

O que para muitos é brincadeira, na Coreia do Sul foi levado a sério e causou uma condenação a um ídolo nacional. Lim Hyo-jun, medalhista de ouro olímpico na patinação em velocidade em pista curta, escapou da cadeia, mas foi multado e obrigado a fazer terapia depois de ser denunciado por baixar as calças de um colega na frente de mulheres.

A polêmica vem desde meados do ano passado, quando Hyo-jun puxou as calças de um colega não identificado no centro de treinamento de patinação velocidade em pista curta, modalidade de inverno, em Jincheon, onde treina a seleção da Coreia do Sul. A cena foi flagrada por câmeras de segurança e a federação sul-coreana agiu rápido, suspendendo por um mês 14 atletas, entre homens e mulheres.

Em agosto, um mês depois do episódio, Hyo-jun foi suspenso por um ano pela federação, mesmo que isso significasse não poder disputar o Campeonato Mundial de 2020, onde era forte candidato a uma medalha de ouro. A competição acabou cancelada por causa do coronavírus.

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Nesta semana foi a vez de a Justiça da Coreia do Sul julgar o patinador por crime sexual. Ele foi considerado culpado por assédio e condenado a uma multa de cerca de 2,5 mil dólares, além de precisar se submeter uma terapia de 40 horas para criminosos sexuais. A promotoria havia pedido que ele fosse preso, o que não ocorreu.

O patinador alegou que era uma brincadeira e que ele não pretendia assediar sexualmente seu companheiro de equipe mais jovem. Ele também pediu desculpas pelo ato.

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