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Sesi corta investimentos no vôlei e dispensa todo o time masculino

Sesi-SP vence a primeira da final da Superliga Masculina 2018/2019 contra Taubaté - Everton Amaro/Fiesp
Sesi-SP vence a primeira da final da Superliga Masculina 2018/2019 contra Taubaté Imagem: Everton Amaro/Fiesp
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

29/04/2020 19h05

Único com quatro times nas grandes ligas de vôlei e basquete do país, o Sesi decidiu cortar investimentos pelo menos da equipe masculina de vôlei, que fechou no quarto lugar a última temporada da Superliga. Nenhum contrato com os jogadores profissionais foi renovado e a equipe que iniciará a próxima temporada será sub-20. Se a situação financeira do país estiver melhor em outubro, o clube pode voltar a fazer investimentos. No feminino por enquanto ficam apenas quatro atletas adultas.

No time masculino do Sesi jogavam diversos jogadores de nível de seleção brasileira, como Alan, Lipe, Eder, Lucas Loh, William e Gustavão, além do experiente líbero Murilo, capitão do time. Todo o elenco foi dispensado, conforme publicou o WebVôlei e confirmou o Olhar Olímpico. Antes mesmo da crise causada pelo coronavírus, outro time bancado pelo Sistema S, o Sesc-RJ, já havia anunciado o fim do time adulto masculino.

O governo federal reduziu os repasses ao Sistema S, que investe especialmente em formação, esporte e cultura, e a crise do coronavírus fez cair ainda mais a arrecadação. O Sesi sente o impacto da redução de salários e de jornadas no setor industrial. Sem saber como será o restante do ano, a entidade decidiu colocar o pé no freio.

No vôlei masculino a próxima temporada vai começar com o time sub-20, que tem atletas nas seleções de base, jogando no adulto. Reforços vão depender da entrada de recursos. O mesmo vale para o time feminino, que tem base em Bauru e patrocinadores próprios, diferente da equipe masculina, 100% do Sesi. Polina, Adenizia e Dani Lins renovaram, Brenda foi recontratada ainda antes da crise, e, por enquanto, o restante do elenco será de juvenis. Se tudo sair como o usual, a temporada começa em agosto/setembro, com o Campeonato Paulista.

No basquete feminino, o time que tem base em Araraquara e custo relativamente baixo continua sem alterações. A Liga de Basquete Feminino (LBF) jogou durante uma semana em março antes da paralisação. Outro time coletivo de baixo investimento, o de polo aquático, já havia sofrido cortes na temporada passada. Nos esportes individuais, em que os contratos são de janeiro a dezembro, por enquanto nada muda.

A indefinição é quanto ao time de basquete masculino, parceiro de Franca. O NBB está paralisado e a vontade é voltar a ter jogos em junho, mas a temporada não pode passar de julho. Nessa equipe, o Sesi tem parceria com o Magazine Luiza, mas mesmo assim paga pouco mais de metade da conta, que é alta. Respostas só depois que a temporada 2019/2020 acabar, nas quadras ou por decisão dos dirigentes, que se reúnem na segunda-feira (3).

De qualquer forma, a tendência é o Sesi não deixar de participar de torneios profissionais na próxima temporada, utilizando atletas das fortes categorias de base do clube, para voltar a brigar por títulos no ano seguinte, numa esperada retomada da economia.