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Atletas vencem queda de braço e ranking é abolido na Superliga Feminina

Jogadoras do Minas comemoram ponto na final da Superliga contra o Praia Clube - Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV
Jogadoras do Minas comemoram ponto na final da Superliga contra o Praia Clube Imagem: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

19/03/2020 11h37

As melhores jogadoras de vôlei do país conseguiram o que queriam. Nesta quinta-feira (19), depois de uma semana de muita polêmica, os clubes que disputam a Superliga Feminina decidiram acabar com o polêmico ranking de atletas, que vigorava há 27 anos. Por esse ranking, cada time podia ter apenas duas atletas de ponta, que valem sete pontos, além de outras diversas regras. Na prática, ao mesmo tempo que isso impedia a existência de uma equipe muito mais rica e forte que outra, também fechava o mercado nacional para atletas de ponta e inibia investimentos. As Dibradoras explicaram em detalhes.

Há alguns anos a elite do vôlei brasileiro é contra essa regra e, em 2018, o vôlei masculino aboliu o ranking. Mas ele permanecia no feminino porque a maioria dos clubes continuava o defendendo. Todo ano, na semana seguinte ao encerramento da primeira fase, os clubes que permanecem na primeira divisão se reúnem para discutir os critérios para a temporada seguinte e a pontuação de cada atleta.

Desta vez a polêmica cresceu porque o Barueri/São Paulo e o Curitiba não foram à reunião, no Rio, mas enviaram seus votos por e-mail. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) não avisou que os votos não seriam aceitos, mas eles acabaram não sendo computados por decisão colegiada dos clubes, após queixa do Sesc-RJ. Sem os votos deles, a permanência do ranking venceu por 5 a 4.

Líder e técnico do Barueri, José Roberto Guimarães reclamou publicamente e as atletas, que têm direito a voto pela comissão, também. A CBV ouviu as queixas e decidiu refazer a votação, o que aconteceu nesta quinta-feira, por videoconferência. E aí a tese do fim do ranking venceu por 7 a 4, porque também o Sesi/Bauru votou a favor do pleito das atletas. Pinheiros, Flamengo, Fluminense e Sesc-RJ foram contra.

Depois houve votação para a ampliação do número de estrangeiras por time, de duas para três, com limite de uma por nacionalidade. O aumento venceu por 6 a 5, em votação apertada. Votaram contra Flamengo, Fluminense, Sesc, Barueri e a comissão de atletas. Na prática, isso permite que a partir da próxima temporada haja um time de nível mundial no Brasil, com três atletas estrangeiras de ponta e outras três ou mais da seleção brasileira.