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CBV proíbe público na Superliga e cancela votação que revoltou atletas

Jogadoras do Minas comemoram ponto na final da Superliga contra o Praia Clube - Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV
Jogadoras do Minas comemoram ponto na final da Superliga contra o Praia Clube Imagem: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

13/03/2020 20h14

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) reviu duas decisões recentes que causaram polêmica. Nesta sexta-feira (13), a entidade máxima do vôlei decidiu que todos os jogos da Superliga a partir de hoje terão portões fechados, em razão do surto do novo coronavírus, e cancelou o resultado da votação que manteve o polêmico ranking de jogadoras para a próxima temporada. Neste segundo caso, valeu a pressão das atletas.

Na quinta (12), como faz ao fim de toda temporada regular, a CBV reuniu os clubes que se mantiveram na primeira divisão da Superliga Feminina para discutir o regulamento da próxima temporada. São Paulo/Barueri e Curitiba não enviaram representantes à reunião no Rio, mas registraram seus votos por e-mail. Depois de aceitar tais votos, a CBV os rejeitou na reunião, a pedido do Sesc-RJ. Sem esses votos, a manutenção do ranking venceu por 5 a 4.

Responsável pelo São Paulo/Barueri, o técnico José Roberto Guimarães fez diversas cíticas públicas à CBV, assim como jogadoras de renome como Thaisa, Jaqueline, Fabiana e Sheilla, que pediram para a votação ser refeita. Pressionada, a confederação cedeu. "A CBV seguiu a conduta adotada comumente, porém, como nos últimos anos houve consulta por e-mail, e desta vez dois clubes fizeram encaminhamento e não foram informados que estes votos não seriam aceitos, a entidade entende por bem realizar uma nova reunião para determinação final quanto ao ranking na Superliga 2020/2021", informou a CBV aos clubes hoje.

Outra decisão importante anunciada pela confederação nesta sexta foi que os jogos da "Superliga, na primeira e na segunda divisão, serão realizados com portões fechados até segunda ordem. A postura só foi tomada depois que o Curitiba Vôlei decidiu por conta própria que seu jogo não teria público.

"Caso essa determinação seja revogada, toda e qualquer decisão da entidade observará o princípio de igualdade de condições entre as equipes", diz a nota da CBV, num indicativo de que a fase de quartas de final da Superliga Feminina, que começa hoje, será inteira sem público. Mais cedo, a FIVB anunciou o adiamento da Liga das Nações para depois da Olimpíada.