PUBLICIDADE
Topo

Figo diz que acompanha trabalho de Jesus no Fla e que já esperava sucesso

Luis Figo dá entrevista durante o Laureus - Ian Gavan/Getty Images for Laureus
Luis Figo dá entrevista durante o Laureus Imagem: Ian Gavan/Getty Images for Laureus
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

22/02/2020 04h00

O ótimo trabalho de Jorge Jesus não surpreende quem conhece o treinador há muito tempo. Um desses fãs de longa dada é ninguém menos que Luis Figo, português que em 2001 foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Um dos apresentadores do Laureus Award, segunda (17), em Berlim, o ex-jogador nem deixou a reportagem terminar a pergunta sobre como ele via o sucesso do compatriota no Rio de Janeiro.

"Pelo Jorge Jesus é normal, é absolutamente normal", disse Figo, interrompendo a questão. Nenhuma surpresa, então? "Claro, ele tem muita qualidade. É um excelente treinador", completou o astro de 47 anos, que nunca foi comandado pelo treinador 18 anos mais velho.

Mesmo de longe, Figo acompanha o desempenho de Jesus. "Não tenho assistido aos jogos pela televisão, mas tenho seguido o que ele tem feito e sem dúvida foi impressionante o que conseguiu. Libertadores, campeonato (brasileiro), é bastante coisa".

Após o sucesso de Jesus, diversos clubes brasileiros passaram a olhar treinadores portugueses como solução. O Santos contratou Jesualdo Ferreira e o Avaí acertou com Augusto Inácio, demitido após apenas sete partidas. Figo diz que Portugal forma bons treinadores, mas ressalta que cada profissional tem seu estilo.

"Portugal tem uma boa escola de treinadores. E isso está demonstrado por que há treinadores portugueses no mundo todo. Mas cada um tem uma forma de trabalhar específica. Não há pessoas iguais por isso não há trabalhos iguais. Depende da pessoa e a forma como ela gere não só o trabalho, mas também o grupo, que é cada vez mais importante", avaliou.

Convidado a comentar sobre os treinadores brasileiros com os quais trabalhou, elogiou dois deles. "Tive uma boa experiência com Marinho Peres no Sporting quando era jovem e com o Felipão tive uma grande experiência também". Já Vanderei Luxemburgo foi "uma grande desilusão", segundo Figo.

Olhar Olímpico