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Ricardinho fecha projeto social e procura nova cidade para time de vôlei

Ricardinho volta a treinar com o time de Maringá - Thaís Pismel/ Resenha Comunicação
Ricardinho volta a treinar com o time de Maringá Imagem: Thaís Pismel/ Resenha Comunicação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

16/02/2020 11h10

Ricardinho cansou de esperar apoio de empresas de Maringá (PR) para manter um time de vôlei na cidade. O ex-levantador da seleção brasileira, que mora na cidade, anunciou que está procurando um novo município para receber sua equipe, que disputa a Superliga Masculina e passa por muitas dificuldades financeiras. Os jogadores do elenco não recebem salário desde novembro.

"A decisão está tomada, abrimos a possibilidade de atuar em outras cidades do Brasil. Esgotamos todas as possibilidades depois de 7 longas temporadas de muita luta por apoio e patrocínio. Agradeço à torcida, que sempre esteve conosco e aos amigos que nos ajudaram nesse período. Mas, infelizmente, não vamos mais conseguir continuar na cidade sem apoio de empresários", afirmou Ricardinho, em nota distribuída à imprensa.

O levantador, que voltou a ficar à disposição para jogar por falta de um reserva para a posição, teve diversos patrocinadores em seu time ao longo dos últimos sete anos. Na atual temporada, porém, ele acertou um acordo de exclusividade com a Denk Academy, uma escola de treinamento de líderes. A Denk, porém, parou de pagar o patrocínio em novembro e, desde então, Ricardinho não tem como pagar as despesas do time, nem o salário dos jogadores.

Para não desrespeitar o contrato de exclusividade, uma vez que ainda tem esperança de receber as parcelas atrasadas (a empresa promete começar a pagar em março), ele tem pedido ajuda de empresários oferecendo, como contrapartida, a sua própria imagem, não do time. Descontente com a resposta dos empresários da cidade, ele agora oferece a equipe para jogar por qualquer outro município.

"Essa é a última tentativa para manter as atividades, de que algum estado ou município do país, qualquer lugar, de Norte a Sul, possa abraçar o projeto. Contamos com visionários empresários e municípios do Brasil, que queiram engrandecer e fortalecer suas marcas nacionalmente, levando entretenimento para a população e investindo no esporte de alto nível", continuou na nota.

Ricardinho também decidiu fechar o Núcleo Vôlei Ricardinho (NVR), que vinha atendendo crianças e adolescentes desde maio de 2017. O projeto social atendia cerca de 400 alunos até o final do ano passado, ofertando treinamentos diários gratuitos.

"Por conta da atual situação financeira do Maringá Vôlei, não será possível o retorno às atividades, que estava previsto para a próxima semana. O clube ressalta que está tomando todas as medidas cabíveis para acionar o patrocinador e resolver a questão, mas que até agora não obteve nenhuma resposta concreta. Garante também que tentou, de todas as formas possíveis, alternativas com outros empresários e com nosso município que pudessem manter o projeto, mas não obteve sucesso", explicou o clube, em nota.

Olhar Olímpico