Fábio Seixas

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Verstappen ganha 8ª seguida e fica a uma vitória de mais um recorde na F1

Verstappen não deixou apenas outros 19 pilotos para trás neste domingo, em Spa.

Ultrapassou Schumacher, Ascari e Rosberg. Colocou-se atrás apenas de Vettel. E está a apenas uma vitória de mais um impressionante recorde na F1.

O holandês venceu o GP da Bélgica, 12ª etapa do Mundial. É sua 45ª vitória na categoria, a terceira no mítico circuito de Spa-Francorchamps, a oitava consecutiva.

Com isso, supera os três pilotos citados acima e torna-se o segundo da história com mais vitórias seguidas. Está a apenas um triunfo do recorde de Vettel: nove, entre os GPs da Bélgica e do Brasil de 2013, marca que muitos julgavam imbatível.

"Imbatível"... Para Verstappen, essa palavra não existe.

A atual série começou em Miami, em maio, e não há o menor sinal de que vá terminar logo.

De quebra, a Red Bull cravou sua 12ª vitória seguida numa mesma temporada, superando aquela mágica McLaren de 1988. GP após GP o RB19 se firma como o melhor carro de todos os tempos. Expliquei aqui na semana passada que, para mim, este recorde é o que vale.

Como que para coroar essa conquista, foi dobradinha da equipe austríaca: Pérez ficou em segundo. Leclerc completou o pódio.

Hamilton, Alonso, Russell, Norris, Ocon, Stroll e Tsunoda fecharam a zona de pontos.

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"Eu sabia que tinha um grande carro. O importante era sobreviver à primeira curva. Depois disso fiz as ultrapassagens certas, consegui impor meu ritmo e fazer uma corrida prazerosa", declarou Verstappen na entrevista do vencedor, uma rotina nesta temporada.

Max Verstappen na pista de Spa-Francorchamps durante o GP da Bélgica
Max Verstappen na pista de Spa-Francorchamps durante o GP da Bélgica Imagem: Francois Nel/Getty Images

Depois de vários dias com tempo maluco em Spa, a corrida aconteceu com céu nublado e pista seca. A maior parte dos pilotos optou por começar o GP com pneus macios. Piastri, Norris, Alonso, Stroll, Russell, Tsunoda e Hulkenberg foram os únicos a escolher os médios.

Pole position, Leclerc acelerou forte e segurou a ponta na primeira curva. Mas durou só sete curvas. Saindo em segundo, Pérez ultrapassou o monegasco na Les Combes.

Um pouco mais atrás, Sainz fechou Piastri, e o australiano levou a pior: despencou no pelotão e abandonou logo depois. O espanhol ficou na pista, mas reclamando muito do equilíbrio do carro e também perdendo posições a cada volta.

Com isso, Verstappen já ganhou duas posições de presente.

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O top 10 ao fim da primeira volta tinha Pérez, Leclerc, Hamilton, Verstappen, Sainz, Alonso, Norris, Tsunoda, Stroll e Albon.

Com vento na cara, o mexicano tratou de tentar abrir o máximo possível de vantagem para se prevenir de um eventual ataque do companheiro mais adiante.

Ao fim da quinta volta, já tinha 2s3 sobre Leclerc.

Na sexta, Verstappen fez sua primeira ultrapassagem da corrida: encostou em Hamilton no fim da reta Kemmel e, sem grandes dificuldades, assumiu a terceira posição.

Ato contínuo, partiu para cima de Leclerc. Três voltas depois, encostou na Les Combes e passou. Novamente foi como se não tivesse adversário.

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E aconteceu o que todo mundo esperava: o GP ficou no mano a mano entre os pilotos da Red Bull. Na décima volta, Pérez tinha 3s sobre Verstappen.

Na 11ª, Alonso, que era o quinto colocado, abriu a primeira janela de pits para os pilotos da ponta. Tirou os pneus médios, colocou os duros. Hamilton parou na 13ª: macios para médios. Na 14ª foi a vez de o líder entrar: também tirou os macios e colocou os médios.

Verstappen chiou, reivindicando parar antes que o companheiro. Lambiase, seu engenheiro, pediu calma. Na 15ª volta, de qualquer forma, o holandês foi para os pits para pneus médios. Leclerc, que vinha logo atrás, fez o mesmo.

Primeira janela de pits concluída, o top 10 tinha Pérez, Verstappen, Leclerc, Hamilton, Stroll, Russell, Alonso, Gasly, Tsunoda, Albon.

A vantagem do mexicano para o holandês era de 2s4.

Em menos de uma volta, Verstappen exterminou essa diferença. Encostou no companheiro e, na 17ª, ultrapassou-o na Les Combes. Líder!

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Max Verstappen à frente do companheiro, Sergio Pérez, durante o GP da Bélgica
Max Verstappen à frente do companheiro, Sergio Pérez, durante o GP da Bélgica Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Começou, então, uma demonstração prática para aqueles que insistem em dizer que "piloto não faz diferença". Na 18ª, a vantagem do holandês já era de 2s1. Na 19ª, chegou a 3s9.

Começou, também, uma intensa troca de mensagens entre pilotos e equipes sobre possibilidade de chuva. Até surgiu uma garoa, mas nada que exigisse pneus de chuva.

A segunda janela de pits não provocou grandes emoções. Ninguém arriscou na estratégia, toda a turma da frente colocou pneus macios para o último trecho da prova.

Verstappen foi o último a ir para os boxes, na 31ª volta. Quando retornou à pista tinha 9s sobre Pérez. Relaxou? Nada disso. Pisou forte e só fez ampliar sua folga.

Com o resultado, o holandês foi a 314 pontos no Mundial. Pérez tem 189.

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Verstappen pode fechar o campeonato no GP do Japão, com seis etapas de antecedência, igualando o recorde de Schumacher em 2002.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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