Fábio Seixas

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Leclerc é pole na Bélgica, mas olhares da F1 estarão na 3ª fila do grid

A pole para o GP da Bélgica é de Leclerc. Mas os olhares no início da corrida de domingo estarão voltados para a terceira fila do grid.

É de lá que partirá Verstappen, o líder do campeonato, o demolidor de recordes da temporada. O holandês liderou a sessão classificatória desta sexta mas foi punido com a perda de cinco posições no grid por ter trocado a caixa de câmbio. Largará em sexto.

De quantas voltas ele precisará para chegar à liderança? Eis a pergunta que toda a F1 se faz.

O GP da Bélgica do ano passado pode ser um parâmetro: largando em 14ª, o holandês assumiu a liderança na 12ª volta e venceu.

Em tempo: a troca da caixa de câmbio é muito mais uma decisão estratégica do que uma necessidade da Red Bull. Spa-Francorchamps é um circuito com vários pontos de ultrapassagem. A penalização é leve diante da vantagem de contar com uma caixa de câmbio extra para a reta final da temporada.

É a 20ª pole de Leclerc na categoria, a segunda na temporada, a segunda na Bélgica.

Ao seu lado largará Pérez. A segunda fila terá Hamilton e Sainz. Piastri será o quinto no grid.

"É sempre difícil acertar o carro aqui, mas acho que conseguimos. Max estava muito rápido. Estamos numa ótima posição de largada para o domingo, vamos ver o que acontece", disse o monegasco.

Verstappen contou que as condições da pista estavam traiçoeiras, mas que ficou satisfeito com o resultado: "Era o que eu podia fazer hoje. No ano passado eu tive uma punição ainda mais pesada e mesmo assim venci a corrida".

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Max Verstappen durante a sessão classificatória para o GP da Bélgica, em Spa
Max Verstappen durante a sessão classificatória para o GP da Bélgica, em Spa Imagem: Dan Mullan/Getty Images

Este é o terceiro fim de semana com o novo formato de corrida sprint. O sábado será totalmente dedicado ao Pequeno Prêmio da Bélgica, com classificação às 7h (de Brasília) e minicorrida às 11h30. Nada do que acontecer terá influência no grid do evento principal.

Depois de um treino livre com muita chuva e pouco movimento na pista, a sessão classificatória surpreendentemente aconteceu com sol, asfalto úmido e pneus intermediários.

Leclerc foi o mais rápido no Q1, com 1min58s300. Verstappen ficou a 0s215, seguido de perto por Hamilton. Sainz foi o quarto, com Alonso em quinto,

Os cortados foram Albon, Zhou, Sargeant, Ricciardo e Hulkenberg. O australiano teve uma volta apagada por exceder os limites de pista, um baque nesse seu retorno à categoria.

Veio então o Q2, que começou com o asfalto ainda úmido, mas que teve todo mundo calçando pneus slicks na parte final.

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Piastri foi o mais veloz do segundo bloco da classificação, com 1min51s534, com Sainz a 0s159. Fechando o top 10, Leclerc, Stroll, Norris, Hamilton, Pérez, Russell, Alonso e Verstappen _com uma volta apagada, o holandês quase ficou pelo caminho.

Foram eliminados Tsunoda, Gasly, Magnussen, Bottas e Ocon.

O Q3 foi de Verstappen. Como que para lembrar a todos que tem a F1 sob controle, o holandês marcou 1min46s168, melhor tempo do dia. Leclerc ficou a um abismo de distância: 0s820.

Foi um dia cheio de notícias em Spa.

Como esperado, a Comissão de F1 decidiu manter os cobertores térmicos nos pneus para o ano que vem. É uma novela que se arrasta faz tempo e que resumi aqui dia desses.

É uma vitória dos pilotos, que consideram que os protótipos testados pela Pirelli ainda demoram muito para alcançar a temperatura ideal. Uma vitória temporária: os testes continuarão em 2024 e certamente a discussão logo voltará à tona. Afinal, o pano de fundo da medida é a sustentabilidade, uma das bandeiras da F1 para as próximas temporadas.

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A Comissão ainda discutiu um pedido da Alpine para poder trabalhar no desenvolvimento do seu motor, em regime de exceção. Foi negado. O mesmo aconteceu com os planos da Williams para gastar acima do teto orçamentário e, assim, tentar se aproximar da concorrência.

Houve, ainda, uma limpa na Alpine. A montadora francesa, que já havia trocado o CEO antes do GP da Hungria, demitiu o chefe da equipe, Otmar Szafnauer, e o diretor técnico, Alan Permane. Como se não bastasse, sofreu uma baixa: Pat Fry, que atuava como CTO (Chief Technical Officer), anunciou que está de saída para a Williams.

O zunzunzum do paddock é que Binotto pode assumir a chefia da Alpine após as férias.

Por fim, houve uma bela notícia para o automobilismo brasileiro. O banco BRB vai lançar uma nova categoria de base no país, com apoio justamente da Alpine. Vai anteceder a Fórmula 4. Além disso, o banco vai patrocinar Gabriel Bortoleto, que está em vias de conquistar a F3, e terá sua marca estampada nos carros da equipe francesa no GP de São Paulo.

Essa relação do banco com a Alpine e com Bortoleto pode render bons frutos caso o brasileiro repita nos próximos anos o sucesso das últimas temporadas.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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