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Campanha arrecada R$ 1,5 milhão para mais de 2 mil catadores na pandemia

Pimp my Carroça - Divulgação
Pimp my Carroça Imagem: Divulgação

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

15/03/2021 04h00

Responsável por coletar 90% de tudo o que o Brasil recicla, os catadores fazem parte de uma das categorias mais vulneráveis durante a pandemia. Para garantir o sustento dessa população neste período, a ONG Pimp My Carroça investiu em um financiamento coletivo que arrecadou mais de R$ 1,5 milhão, valor que foi distribuído entre 2.117 profissionais da reciclagem.

Além do repasse financeiro obtido com o Renda Mínima para os Catadores, o projeto distribuiu 7 mil kits de água e sabão, máscaras e outros itens de proteção contra o coronavírus para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Durante a pandemia, a ONG distribuiu quase 200 toneladas de alimentos e marmitas para 18 mil pessoas.

As ações foram reconhecidas pelo Prêmio Empreendedor Social, que destaca a ONG entre as 30 iniciativas brasileiras de maior impacto positivo durante a crise. O público poderá votar em seu finalista favorito na categoria Ajuda Humanitária até o dia 31 de março.

"Este prêmio não é só do Pimp My Carroça e do Cataki. É de todos que apoiaram os catadores durante esse período de trevas e, claro, dos próprios profissionais da reciclagem, os trabalhadores que mais fazem pelo meio ambiente no Brasil", afirma Mundano, "artivista" fundador do Pimp My Carroça e do Cataki, app criado pela ONG para que catadores sejam chamados para fazer a coleta de resíduos, em texto divulgado pela instituição.

Recentemente, o Pimp My Carroça criou o projeto Carroças do Futuro, que visa desenvolver protótipos de carroças elétricas com baixo custo e potencial de escalabilidade, que utilizem energia renovável e sirvam como alternativa à tração humana.