PUBLICIDADE
Topo

Garoto que nasceu sem o braço ganha prótese inspirada no Homem de Ferro

Bruno Henrique de Souza e a prótese inspirada no Homem de Ferro - Divulgação/Colégio Puríssimo
Bruno Henrique de Souza e a prótese inspirada no Homem de Ferro Imagem: Divulgação/Colégio Puríssimo

Ed Rodrigues

Colaboração para Ecoa, do Recife (PE)

09/01/2022 06h00

Imagina ter nove anos e de um dia para o outro ver a sua prótese se transformar no braço do Homem de Ferro? Foi o que aconteceu com o estudante Bruno Henrique de Souza, quando uma prótese inspirada na armadura de um dos Vingadores resgatou movimentos que a criança não tinha desde o nascimento. O projeto envolveu cerca de 20 alunos de uma escola particular de Rio Claro (SP), que projetaram duas próteses para o garoto.

A peça foi pensada como uma forma lúdica para ajudar o menino na adaptação à prótese tradicional. A família conta que Bruno está que é só felicidade. Ele nasceu sem o braço direito totalmente desenvolvido por problemas na gestação, identificada aos três meses por ultrassom.

"Os médicos disseram que meu útero não estava preparado para uma formação e que eu deveria ter tomado mais vitaminas para que o órgão se fortalecesse. Quando eu descobri, levei de boa. Ele tem algumas dificuldades, mas já é bastante adaptado porque essa condição vem desde o nascimento", relembrou a mãe do menino, a secretária Milene de Souza.

De acordo com ela, a aproximação de Bruno com as novas próteses — as primeiras que ganha — começou com visitas do professor responsável pelo projeto ao centro de habilitação que o garoto frequenta desde pequeno.

"Eles fazem esse trabalho e foram até o centro e perguntaram se existia alguém ali que precisava de uma prótese. Uma funcionária indicou meu filho. Com a chegada da pandemia, as coisas pararam. Mas quando houve a retomada das atividades, as próteses ficaram prontas logo", disse.

Na adaptação, acrescenta Milena, o menino já consegue pegar copos e adquiriu mais apoio para escrever e para ler seus livros.

Prótese criada por alunos - Divulgação/Colégio Puríssimo - Divulgação/Colégio Puríssimo
A prótese foi desenvolvida por alunos de uma escola particular de Rio Claro (SP)
Imagem: Divulgação/Colégio Puríssimo

As próteses de Bruno Henrique foram produzidas em uma escola particular de Rio Claro, sob o comando do professor de física Filippi Ongarelli, responsável pelo Espaço Maker da unidade de ensino.

"Buscamos casos especiais para que os alunos desenvolvam aquilo que é trabalhado no nosso programa de letramento tecnológico. Em nosso espaço temos diversas máquinas e softwares conectados em uma realidade atual e repleta de recursos mecânicos", disse ele.

O professor explicou que, em 2020, foi criada uma espécie de empresa no núcleo de tecnologia, a qual é liderada pelos próprios alunos. A experiência busca desafios reais para colocar em prática toda a teoria desenvolvida em sala de aula.

As próteses, acrescentou o docente, estão inseridas nesse contexto, em que as equipes (de idades diversas) abrem o contato com as famílias, direcionam os trabalhos e colocam a mão na massa. Tudo dentro de um clima empresarial, com reuniões e setores diversos dentro da organização.

"Já foram produzidas 12 próteses, sendo quatro dessas para animais. As peças são produzidas com os mais diversos materiais: nylon, ABS, Alumínios, borracha etc. O Bruno chegou ao projeto através do Centro de Habilitação Infantil Princesa Vitoria", contou.

Bruno e prótese do homem de ferro - Divulgação/Colégio Puríssimo - Divulgação/Colégio Puríssimo
Bruno Henrique de Souza com a prótese inspirada no Homem de Ferro
Imagem: Divulgação/Colégio Puríssimo

As duas próteses possuem articulações tanto de cotovelo quanto de punho, e apresentam também movimentos de pinça dos dedos para poder pegar objetos. Com elas, o garoto agora pode até andar de bicicleta.

O professor ressaltou que qualquer pessoa pode entrar em contato com o colégio para se candidatar a ganhar uma prótese através do e-mail colegio@purissimo.com.br. "Há uma lista de espera e uma triagem feita pelos integrantes da Empresa Junior Puríssimo, mas todo o processo começa pelo e-mail", disse.