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Um guia dos principais medicamentos que você usa


Remédio para pressão alta: veja principais tipos e como tomar

Veja remédios que atuam contra a pressão alta e saiba o que tomar - iStock
Veja remédios que atuam contra a pressão alta e saiba o que tomar Imagem: iStock

Nathalie Ayres

Colaboração para VivaBem

23/06/2023 04h00

A pressão alta é uma das principais doenças que afetam o brasileiro. Ao ter o diagnóstico da doença ou sentir sintomas relativos a ela, é comum a procura por remédios para pressão alta, já que ela pode ser perigosa.

A pressão arterial, como o nome evidencia, representa a força que o sangue exerce nas paredes das artérias quando é bombeado pelo coração. Ela não pode ser muito baixa, ou não haverá força suficiente para que ele atravesse o corpo; nem alta, já que pode danificar as artérias, causando problemas desde microssangramentos até AVCs, infartos e isquemias.

A medida ideal é o famoso "12 por 8", e considera-se que está alta quando ela é igual ou maior do que 14 por 9. Quando esses valores são atingidos, você dificilmente vai sentir algo. No entanto, é normal que o médico entre com medicamentos para tentar domar esses números e retorná-los ao ideal e o arsenal é bastante variado.

Principais tipos de remédios para pressão alta

Antes de falar sobre as diversas classes medicamentosas usadas para controlar a pressão alta, é importante destacar o perigo da automedicação em casos de hipertensão: primeiro que o medicamento escolhido pelo paciente pode não ser suficiente ou baixar a pressão até demais. Além disso, você pode ter alguma alergia ou estar sujeito a algum efeito colateral que só o médico poderia ter considerado.

Isto posto, os principais remédios são:

Diuréticos

O princípio desses medicamentos no combate a pressão alta é a redução do excesso de água e sódio do corpo, havendo menos líquido circulando nas veias e artérias, o que diminui o impacto do sangue em suas paredes.

Normalmente, eles são um dos primeiros medicamentos indicados para hipertensão, devido ao baixo custo, boa tolerabilidade e, geralmente, uso único diário.

Essa classe inclui tiazida, alça e poupadores de potássio.

Bloqueadores dos canais de cálcio (BCC)

Essas medicações agem impedindo que o cálcio entre nas células do coração e das artérias, permitindo que os vasos relaxem e se abram. Indica-se que os BCCs devem ser evitados em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.

São medicamentos que normalmente terminam com o sufixo "ipina", como: nifedipina, amlodipina (anlodipino), nicardipina, felodipina e lercanidipina.

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA)

Também agem ajudando no relaxamento dos vasos sanguíneos, já que impedem a formação da angiotensina, substância que estreita os vasos sanguíneos. São indicados em muitos casos, já que beneficiam pessoas com função cardíaca prejudicada.

Incluem os medicamentos que terminam em "pril" como captopril, enalapril e lisinopril. São apenas contraindicados para pessoas com apenas um rim ou com disfunção renal.

Bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA)

Esses medicamentos também agem na angiotensina, mas bloqueando sua ação. A administração deles reduz a pressão arterial sistêmica para valores normais em aproximadamente metade dos pacientes hipertensos.

Essa é a classe que inclui medicamentos como a losartana, valsartana, candesartana e telmisartana.

Betabloqueadores

Estes remédios atuam bloqueando os efeitos da adrenalina (epinefrina), o que faz com que o coração bata mais devagar e com menor força. Eles são contraindicados para pessoas com asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus. Estudos mais antigos costumam indicá-los para gestantes.

Entre os principais medicamentos da classe, está o propanolol.

Por que é comum usar mais de um tipo ao mesmo tempo?

Muitas vezes os remédios para pressão alta são usados combinados, já que essa estratégia aumenta sua eficácia, já que une duas formas diferentes de reduzir a pressão arterial, ao mesmo tempo que ajuda a reduzir os efeitos colaterais, tanto pela redução da dose dos dois fármacos, quanto por eles agirem reduzindo os danos um do outro.

Normalmente o paciente começa sendo tratado com um medicamento e depois receberá um adicional. Por isso, é comum que o medicamento inicial já seja pensado para uma posterior associação.

Gestantes podem tomar remédio para hipertensão?

Sim, mas existem tipos de medicação que são mais indicados para elas, como os betabloqueadores. O problema dos outros medicamentos é que a maioria não foi testada em gestantes, por isso não se sabe se podem trazer problemas a elas.

Cuidados caseiros com a pressão alta

Os cuidados em casa são fundamentais, apesar de raramente eles reverterem a hipertensão. Apesar de existirem causas de hipertensão removíveis, como apneia do sono e obesidade, pode ser que o quadro volte mais para frente.

De qualquer modo, alguns cuidados caseiros ajudam na regulação da hipertensão, impedindo a necessidade de um rápido aumento na dosagem do remédio, como:

  • Evitar alimentos ricos em sódio, como aqueles com muito sal ou glutamato monossódico;
  • Preferir alimentos com menor densidade calórica e preparações menos calóricas;
  • Praticar atividades físicas regularmente.

Existem diversas indicações de medicamentos caseiros na internet, como suco de laranja, suco de limão com alho, chá de alho e chá de hibisco. No entanto, não há comprovação científica de que funcionem.

Pode, ser utilizados, por serem alimentos saudáveis, mas sem que a medicação indicada pelo médico seja deixada de lado.

Fontes: Bruno Valdigem, cardiologista e eletrofisiologista da Rede D'Or São Luiz (SP) e Editorial Advisor do Medscape em português; Gabriel Freitas, farmacêutico, docente do Departamento de Ciências Farmacêuticas e coordenador do Centro de Informação sobre Medicamentos, ambos da UFPB (Universidade Federal da Paraíba); Maria Fernanda Barros de Oliveira Brandão, farmacêutica do CIM do CRF-BA (Centro de Informação sobre Medicamento do Conselho Regional de Farmácia da Bahia); e Weimar Barroso de Souza, conselheiro da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia).

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