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Estudo usa pequenas bolhas como tratamento alternativo a quimio para câncer

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Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

14/09/2019 12h56

Sabia que as células saudáveis do corpo transportam bolhas minúsculas entre si para transferir material genético umas para as outras? Os cientistas sim e resolveram usar essas pequenas estruturas como uma forma de enviar partes de DNA capazes de ativar drogas terapêuticas para células do câncer, visando matá-las.

Para testar essa hipótese, cientistas da Michigan State University e Stanford University fizeram testes in vitro em células de ratos com câncer de mama. Foram usadas substâncias que inicialmente estão inativas, mas ao serem metabolizadas, são ativadas e podem combater desde o câncer até dores de cabeça.

Como o estudo foi feito

  • Os cientistas usaram usaram as pequenas vesículas de transporte das células com DNA de minicírculos modificados que codificam enzimas capazes de ativar remédios específicos;
  • Eles perceberam que usar esses minicírculos foi 14 vezes mais eficiente do que o uso de plasmídeo, uma técnica que eles haviam testado anteriormente.

Por que isso é importante?

A quimioterapia é um tratamento que usa substâncias com a função de matar e/ou interromper a divisão das células cancerosas de rápido crescimento. Como cada substância age de forma diferente no organismo, os médicos utilizam várias de uma vez. Por não serem seletivos, os quimioterápicos podem afetar as células saudáveis, como as responsáveis pelas ações no trato digestivo e no sangue. Por isso o tratamento acaba sendo bastante invasivo, causando sintomas como queda de cabelo, ferida nas bocas, náusea, dores, vômito, diarreia, perda de apetite, fraqueza, dor no corpo e febre*.

De acordo com os pesquisadores, esse tratamento consegue diferenciar tumores, o que torna a entrega dos medicamentos muito mais eficientemente, trazendo um tratamento mais efetivo e com menos efeitos colaterais.

No entanto, é importante lembrar que esse foi apenas um estudo in vitro. Ainda serão necessários muitos outros testes até que essa técnica se mostre um remédio eficiente para o câncer e capaz de ser usada em humanos.

* Informações retiradas de matéria do dia 31/08/2018

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