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Caso Tatiane Spitzner: Veredito do julgamento de Manvailer sai hoje

Luis Felipe Manvailer, acusado de feminicídio e fraude processual no caso da morte de Tatiane Spitzner - Reprodução/Instagram
Luis Felipe Manvailer, acusado de feminicídio e fraude processual no caso da morte de Tatiane Spitzner Imagem: Reprodução/Instagram

Lorena Pelanda

Colaboração para Universa, em Curitiba

10/05/2021 10h07

O júri popular de Luis Felipe Manvailer, acusado de matar e jogar a esposa Tatiane Spitzner do quarto andar do apartamento onde moravam, chega ao sétimo e último dia nesta segunda-feira (10).

A partir do meio dia, a sessão no Tribunal do Júri de Guarapuava (PR) será retomada com o debate entre a defesa e a acusação e, por fim, o veredito.

Ontem, Manvailer foi interrogado por onze horas. A sessão começou por volta das duas horas da tarde e foi suspensa somente perto da uma hora da manhã de hoje.

O biólogo optou por responder somente as perguntas feitas pelo juiz Adriano Scussiatto, seus advogados e os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença.

Em boa parte do interrogatório, Manvailer relatou como era a convivência com a esposa e com os familiares. Segundo o acusado, Tatiane era muito desconfiada e não tinha nenhuma mensagem que o comprometesse no celular no dia do crime, já que nunca tinha traído a mulher. Manvailer ainda declarou que ainda ama Tatiane. "Perdi a mulher da minha vida. Com todos os seus erros, seus charmes e suas manhas."

Ao ser questionado por um jurado se poderia evitar a morte se ele tivesse entregue o celular pra a esposa, Manvailer respondeu que não sabia. "Eu não sei se iria causar mais angústia e ansiedade. Quando ela pedia, eu dava. Tentei várias abordagens e nunca estava bom".

Em outra pergunta de um jurado, ele diz que, se pudesse, faria diferente e não teria agredido a esposa, teria talvez dado o celular e não perdido a cabeça.

Manvailer também afirmou que Tatiane nunca sofreu agressões físicas antes do episódio da noite do dia 22 de julho de 2018 e por ser um atleta de jiu-jitsu diz que nunca machucou ninguém.

Desde a última terça-feira (04), foram ouvidas 13 testemunhas, entre vizinhos do casal e profissionais que investigaram o caso, além de um informante e dois assistentes técnicos trazidos pela defesa de Luis Felipe Manvailer.

Ele é acusado pelos crimes de homicídio (com qualificadoras de motivo fútil; mediante asfixia e meio cruel; e feminicídio) e fraude processual.

Próximos passos

Após a oitiva das testemunhas e o interrogatório do réu, ocorre o debate entre a defesa e acusação. Durante 1h30, cada parte sustenta as teses sobre o ocorrido. O debate começa com a acusação. Na sequência, é a vez da defesa, que tem o mesmo tempo para falar.

Os debates serão transmitidos no YouTube do Tribunal de Justiça do Paraná.

Em seguida, os sete jurados, todos homens, se reúnem em uma sala isolada e decidem se absolvem ou não o réu.

Após a decisão, o juiz lê a sentença em plenário, fixando a pena em caso de condenação, ou na hipótese de absolvição, determina a soltura do réu.