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Guerreira em filme, Charlize Theron também luta por direitos fora da tela

Charlize Theron está no filme The Old Guard - Reprodução/Instagram @charlizeafrica
Charlize Theron está no filme The Old Guard Imagem: Reprodução/Instagram @charlizeafrica

De Universa

11/07/2020 16h13

Charlize Theron estreou nesta sexta (10) em "The Old Guard", na Netflix, como uma guerreira imortal que lidera um grupo de mercenários bem-intencionados, há séculos lutando contra as injustiças do mundo. Na vida real, a atriz sul-africana também parte para o combate contra qualquer tipo de violência de gênero, além das disparidades sociais. Listamos aqui alguns exemplos em que ela usou sua influência para denunciar preconceitos.

Faltam diretoras mulheres em premiações

Indicada ao Globo de Ouro por seu trabalho no papel de Megyn Kelly, no filme "Bombshell", em dezembro último, ela criticou a premiação por "ignorar" profissionais mulheres e indicar apenas homens na categoria "melhor direção". "É realmente duro porque temos que lembrar que as diretoras representam 10% de nossos diretores e, quando você tem um bom ano [para o cinema] como o que tivemos com um trabalho tão bom, é frustrante", disse a atriz, ao Los Angeles Times. "Não podemos parar essa luta. Temos que continuar fazendo barulho até que sejamos ouvidas e essas histórias sejam reconhecidas".

Mãe de LGBTQ+

We don't wanna leaves

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Mãe de duas crianças, Jackson, de 7 anos, e August, de 3 anos, adotadas em 2012 e 2015, a atriz revelou em entrevista ao jornal "Daily Mail" que a primogênita é uma menina trans. Desde então, Charlize assumiu, como mãe e cidadã, o papel de lutar pelos direitos da comunidade LGBTQ:

"Meu trabalho como mãe é celebrar, amar e garantir que minhas filhas tenham tudo o que precisam para serem o que desejam. E farei tudo ao meu alcance para que elas tenham esse direito e sejam protegidas dentro dele", disse na época.

Desafios da maternidade

No melhor estilo "gente como a gente", a atriz Charlize Theron desabafou, em entrevista ao programa americano "Today" sobre as dificuldades em estudar com os filhos em casa, durante a quarentena.

"O maior desafio [durante a quarentena] foi o ensino domiciliar. Foi incrivelmente estressante. Eu faria qualquer filme de ação várias e várias vezes antes disso", disse.

Ajuda a vítimas de violência doméstica

Durante o período de quarentena, recomendado para combater o avanço do novo coronavírus, o índice de violência doméstica contra mulheres aumentou pelo mundo. Para ajudar as vítimas desse tipo de crime, Charlize resolveu doar, através de sua fundação, cerca de 1 milhão de dólares (5,4 milhões de reais na cotação atual), que serão divididos em 50% para entidades que combatam a violência de gênero, enquanto os outros 50% serão destinados para ajuda às vítimas de violência doméstica durante a quarentena.

Charlize Theron era adolescente quando seu pai, Charles, entrou bêbado no apartamento em que a família vivia e apontou uma arma para sua mãe, Gerda. Na ocasião, ele chegou a dar três tiros contra a porta do cômodo em que a mulher e a filha estavam — o perigo só acabou quando Gerda pegou a arma e matou o marido na frente da filha.

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