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Carol Nakamura fala sobre filho: 'Pretendo adotar, mas o processo é longo'

Carol Nakamura e o filho Wallace - Reprodução/Instagram
Carol Nakamura e o filho Wallace Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa, em São Paulo

14/04/2020 10h11

Carol Nakamura já era embaixadora no IDE Jardim Gramacho, instituição social que atua no bairro da cidade de Duque de Caxias (RJ) onde fica um lixão. Mas, em dezembro do ano passado, a relação de Carol com a comunidade de lá mudou.

Carol, de 36 anos, e seu noivo Guilherme Leonel, de 28 anos, passaram a ser responsáveis pela alfabetização de Wallace e levaram o menino para morar com eles, no Rio.

O casal ainda não tem a guarda do menino, mas pretende ajudar o menino independente do que aconteça. "Pretendo adotar, mas é um processo longo", contou em entrevista à revista Quem. "Não importa o que vai acontecer depois, o que eu quero é que ele tenha uma oportunidade."

"Ele nunca vai ficar sem assistência, vai continuar frequentando a minha casa e ter a escola paga", disse Carol. "Quero que ele tenha um futuro e uma vida melhor do que a que ele tem. Se ele ficar comigo, vai ser maravilhoso porque é o que eu espero, mas eu dependo de leis e juízes", explicou.

"Na primeira matéria que saiu sobre o assunto, não falaram direito comigo e usaram o termo 'adoção'. É muito difícil um termo para explicar que tenho uma liberação para a alfabetização", contou Carol, que confessa ter sempre a necessidade de explicar a situação complicada.

Wallace morava com avó no Jardim Gramacho e, mesmo com 9 anos, nunca havia frequentado a escola. "Nos damos muito bem com a família. Fizemos um acordo: a prioridade é a alfabetização do Wallace, e que ele tenha oportunidade de emprego futuro", disse. "Ele morava com a avó, tem a mãe, e a gente visita a família dele constantemente".

"Agora estamos mais afastados por conta do coronavírus. No Carnaval, a gente deixou ele com a avó e a mãe também pediu para ficar com ele. Óbvio que deixei, a guarda é dela. Ele tem uma família que o ama, e acho importante ele manter o convívio", defendeu.

Wallace teve sua primeira aula na vida em janeiro e tem tido acompanhamento psicológico junto com Carol. "A gente também precisa saber qual a melhor forma de conversar, o que falar, fazer, se devemos colocar de castigo, orientar na nova rotina de colégio. Terapia nos faz abrir caixinhas que não podemos abrir sozinhos", explicou.

Ela contou à Quem sobre o processo de adaptação de Wallace, que se deslumbrou algumas coisas que são comuns para ela, como água e cama.

"Tudo o que ele não tinha lá, tem aqui. A gente consegue se adaptar mais facilmente com coisas boas. Até o que é básico para nós, para ele é muita coisa, como elevador, escada rolante e água no chuveiro. Depois ele começou a ter comportamento normal de criança, como umas pirracinhas", relatou.

"Ele é uma criança super-carinhosa, extremamente inteligente e esperto", contou. "Agora, na Páscoa, dei um chocolatinho, mas queria dar um ovo ou uma cesta."

"Não posso deixar ele deslumbrado e também não sei o que as leis vão determinar. Mantenho ele numa realidade melhor, mas ainda não na [realidade] que eu gostaria dentro das minhas condições", explicou.

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