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Mães e filhos

1 a cada 5 mães cuidam dos filhos sem a ajuda de ninguém em SP

Criar filhos e cuidar da casa: uma realidade permanente na cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa - Getty Images
Criar filhos e cuidar da casa: uma realidade permanente na cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa Imagem: Getty Images

Marcos Candido

De Universa

04/03/2020 10h50

Ser mãe é uma tarefa solitária na cidade de São Paulo. De acordo com pesquisa da Rede Nossa São Paulo, 1 a cada 5 mães criam os filhos sem a ajuda de qualquer outra pessoa. Embora a taxa tenha retrocedido de 33% em 2019 para 18% em 2020, elas ainda são as que mais precisam conciliar o cuidado dos filhos com as tarefas domésticas.

O estudo aponta que 55% dos homens afirmam dividir os cuidados com os filhos de maneira igualitária. Apesar disso, só 37% das mulheres concordam com essa afirmação. Ou seja: os paulistanos acham que fazem mais do que realmente fazem na hora de educar. As mulheres também afirmam passar mais tempo com o filho do que com o parceiro: 31% para elas; só 17% deles passam mais tempo com o filho do que com a esposa.

Por outro lado, os homens assumem que, apesar de 52% considerar que as tarefas domésticas precisam ser divididas igualmente, 25% sabe que mulheres fazem a maior parte. A divisão de tarefas é tão normalizada que 10% das mulheres creem que o trabalho doméstico é de responsabilidade delas, contra 3% dos homens com a mesma percepção.

Percepção de assédio aumenta e transporte coletivo é principal vilão

O medo de sofrer assédio aumentou três pontos percentuais em 2020 em relação a 2019. Quase metade (46%) das paulistanas tem medo de sofrer assédio no transporte coletivo da cidade. A aflição começa antes do embarque. Passou de 4% para 7% o número de mulheres com medo de assédio no ponto de ônibus.

Desde 2018, a lei de importunação sexual tenta diminuir o receio, mas o aumento da percepção sobre esse crime tem crescido e tornado as mulheres mais desconfiadas na hora de embarcar. O segundo local com mais medo de sofrer assédio é na rua, com 24%.

Transporte por aplicativo ainda é considerado seguro

Mesmo com casos recentes de estupro e assédio, aplicativos como Uber, 99, EasyTaxy e Cabify são onde elas mais se sentem seguras: apenas 3% têm medo de serem assediadas neste espaço. O número é equivalente ao medo de sofrer assédio em ambiente familiar.

A pesquisa, feita em parceria com o IBOPE, entrevistou 800 moradores nas cinco regiões da cidade entre os dias 4 e 19 de dezembro de 2019. O índice de confiança é 95%.

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