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78% das ocorrências no transporte de SP são de agressão e assédio sexual

Getty Images
Imagem: Getty Images

da Universa, em São Paulo

12/03/2019 12h41

78% das ocorrências nos trens e ônibus da região metropolitana de São Paulo são de agressões e assédio sexual.

A conclusão é da Autopass, a empresa que gerencia o Cartão BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano, também usado para o acesso à CPTM e ao Metrô), e que disponibiliza o aplicativo VouD, em que é possível fazer denúncias de crimes que aconteçam no transporte público da Grande São Paulo.

Desde o lançamento da plataforma, há um ano, foram registradas 360 queixas no aplicativo, declarou a empresa à Universa em primeira mão.

Entre elas, 241 foram reportadas como agressões de motoristas, cobradores e passageiros. Já 43 foram especificamente detalhadas como assédio sexual, com relatos de masturbação de homens dentro do transporte público, além de toques sem consentimento.

Como o tipo da denúncia é descrito pelo próprio usuário, em uma tela anterior a do relato, é possível fazer uma queixa de violência sexual discriminada como agressão. Por isso, os índices de assédio no transporte público podem ser ainda maiores.

A violência sexual já é a segunda maior queixa de usuários do transporte público, segundo a companhia. Não à toa, o transporte coletivo é o local em que as mulheres da cidade de São Paulo mais temem sofrer algum tipo de assédio sexual. O receio de ser assediada é até maior em ônibus, trens e metrôs do que na rua ou em baladas.

O meio mais citado nas denúncias é o ônibus, onde 31,6% dos usuários presenciaram ou sofreram as violências. No entanto, 41,2% das queixas não explicitam em que tipo de transporte os casos ocorreram, afirma a Autopass.

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