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Cravos pretos, brancos e milium: descubra a causa e como tratá-los

Cravos pretos são formados pelo acúmulo de queratina, bactérias, células e sebo dentro de um poro aberto - Getty Images
Cravos pretos são formados pelo acúmulo de queratina, bactérias, células e sebo dentro de um poro aberto Imagem: Getty Images

Luana Kondrat

Colaboração para Universa

21/01/2019 04h00

Olhar para o rosto e encontrar pontinhos pretos e brancos é muito comum. Os cravos e milium atingem peles de todas as idades, principalmente as que sofrem com o excesso de oleosidade. Entenda como eles se formam e aprenda a preveni-los e tratá-los:

Cravos pretos

Eles se formam pelo acúmulo de queratina, bactérias, células e sebo dentro de um poro aberto, explica a dermatologista Denise Lage. "A aparência mais escura ocorre por conta da oxidação dessas substâncias em contato com o ar. Além disso, outras impurezas, como poluição e restos de maquiagem também contribuem para o escurecimento", completa.

Como prevenir: O principal é manter o controle da oleosidade da pele, sobretudo nas regiões em que o sebo tende a aparecer, como testa, nariz e queixo, conta a dermatologista Luciana Maragno. Assim, invista em sabonetes com ácido retinoico, salicílico e glicólico, além de protetores solares para peles acneicas e esfoliantes adequados, que devem ser usados de uma a duas vezes por semana, indica Denise. "Nos casos mais graves, é necessário fazer uso de medicamentos para normalizar a queratinização folicular", diz Luciana. Quando for assim, é preciso consultar um médico especializado, ok?

Como tratar: Procure associar os cuidados diários com limpezas de pele mensais feitas por uma profissional qualificada. O procedimento ajuda a remover as impurezas acumuladas no rosto causadas pela poluição e pela sujeira do dia a dia, além de promover a renovação celular da pele", conta Denise. Peelings de cristal e de ácido retinoico e laserterapia também são bem-vindos em casos mais graves.

Pode tirar sozinha? Não. O principal motivo é a formação de cicatrizes -- muitas vezes permanentes. "O hábito de tirar cravos, apertar ou estourar espinhas sem acompanhamento especializado é uma das razões para formação de cicatrizes. Além disso, aumenta o risco de infecção cutânea", conta Denise.

Cravos brancos

Muito semelhantes aos cravos pretos, os brancos também são formados pelo acúmulo de queratina e células da epiderme. Mas os brancos são fechados não só por ficarem recobertos pela queratina, mas também porque se formam dentro da pele, por acúmulo de sebo. "É por esse motivo que têm aspecto esbranquiçado", esclarece Denise.

Como prevenir: A limpeza facial precisa ser feita cuidadosamente com produtos ricos em ácido retinoico, salicílico e glicólico. Protetores solares devem ser usados até mesmo em dias nublados. E não se esqueça dos esfoliantes: eles eliminam as células mortas e desobstruem os poros, evitando o surgimento dos cravos, diz Luciana.

Como tratar: Da mesma forma dos cravos pretos. Isso significa visitas mensais à esteticista para uma limpeza de pele completa. "O tratamento também pode ser realizado por meio de medicamentos tópicos, como os derivados do ácido retinoico, além de tratamentos com isotretinoína", conta Luciana.

Pode tirar sozinha? De jeito nenhum. É comum que, em casa, extraia-se apenas parte do cravo, enquanto o restante é empurrado para a camada mais profunda da pele. "Isso acaba contaminando a região e pode surgir uma espinha. Além disso, há risco de formação de cicatrizes permanentes", diz Denise.

Milium

O quadro é bastante confundido com os cravos brancos, mas as causas são bem diferentes. "A milia -- plural de milium - são pequenos cistos de queratina, branco-amarelados, superficiais na pele", explica Luciana.

Segundo Denise, não se sabe ao certo a causa do aparecimento do milium, mas acredita-se que seja decorrente de uma descamação cutânea malsucedida ou até mesmo do excesso de oleosidade. A dermatologista conta que pode ser classificado em:

Milium primário: É mais frequente na primeira infância e costuma diminuir de tamanho com o passar do tempo. Não é recomendado nenhum tipo de tratamento específico e a lesão tende a desaparecer em algumas semanas.

Milium secundário: Surge durante a vida adulta e pode afetar pessoas com qualquer tipo de pele. O local mais comum é ao redor dos olhos. Não causa nenhum sintoma -- o incômodo ocorre por questões estéticas.

Como prevenir: O uso do esfoliante facial duas vezes por semana é uma ótima forma de afinar a pele e evitar que o aparecimento desses pequenos cistos, pois ajuda na desobstrução do folículo piloso, conta Luciana.

Como tratar: A lesão é aberta com a ponta de uma agulha estéril e, então, a massa queratinosa é retirada. Isso deve ser feito apenas por esteticistas especializadas ou dermatologistas.

Pode tirar sozinha? Não é indicado. Para evitar cicatrizes, não se deve espremer o milium, diz Luciana.