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Melatonina: hormônio do sono também faz muito bem para a pele; entenda

O hormônio trata a pele de dentro para fora e pode evitar a necessidade de aplicação tópica de múltiplos cosméticos - iStock
O hormônio trata a pele de dentro para fora e pode evitar a necessidade de aplicação tópica de múltiplos cosméticos Imagem: iStock

Paula Roschel

Colaboração para Universa

11/06/2018 04h00

A melatonina, conhecida como hormônio do sono, teve sua popularidade aumentada no Brasil após a permissão de venda por farmácias de manipulação ser dada pela Anvisa para consumo via oral e com indicação médica. O mercado cosmético resolveu então se envolver nessa onda e apostar na substância como forte aliada da beleza e saúde da pele.

Antioxidante potente

A farmacêutica Luisa Saldanha, diretora científica da Pharmapele, explica que essa empolgação tem fundamento: “Por ter baixo peso molecular, a melatonina tem excelente penetração: deposita-se na camada córnea, reforça a capacidade de regeneração da pele, é antioxidante e impede mudanças degenerativas”, informa.

“O uso tópico também protege de danos causados pela radiação UV, como eritema solar e o estresse oxidativo por causa da exposição da pele ao sol. Estudos também demonstram o efeito da melatonina sobre o processo de cicatrização, aumentando a velocidade de reparo e a qualidade tecidual”, completa.

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Noite maldormida x beleza

A melatonina em creme e sérum não tira a importância de dormir bem: “Uma noite de sono restauradora é vital para o rejuvenescimento da pele. Dormir pouco reduz a imunidade, abrindo espaço para manifestações de doenças autoimunes como psoríase e dermatite atópica. À noite, a pele se repara e se renova, e ocorre atividade hormonal, com liberação do hormônio do crescimento (GH), que estimula a produção de fibroblastos e aumento da produção das fibras de sustentação, como colágeno e elastina”, aponta Luisa.

Contra queda de cabelo

Além dos benefícios para a pele, a melatonina também é amiga dos cableos. “Ela tem propriedades que beneficiam o crescimento capilar, impulsionando a área do bulbo. É antagonista do DHT, hormônio ligado a um tipo de queda de cabelo herdada geneticamente, além de atuar em células produtoras de queratina”, esclarece a dermatologista Mabe Gouveia, da Clínica Valéria Marcondes.

“Estudos clínicos mostram efeitos positivos da solução tópica de melatonina no tratamento da alopecia androgenética em homens e mulheres, com boa tolerabilidade, potente ação antioxidante e modeladora de crescimento, com diminuição da seborréia e dermatite seborreica”, completa a dermatologista Juliana Piquet, do Rio de Janeiro.

Consumo noturno?

Essa substância voltada para o cuidado com a pele não precisa ser consumida apenas antes de dormir, no período noturno: “A aplicação na pele não tem ação sobre a regulação do sono e ritmo circadiano. Seu efeito tópico é devido sua capacidade antioxidante e protetora do fotodano”, finaliza Luisa Saldanha.

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