Cris Guterres

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Opinião

O que Luisa Sonza pode nos ensinar sobre relacionamento relâmpago?

Eu imagino que você, seus parentes, amigos, vizinhos e colegas de trabalho já tenham comentado sobre o fim do romance de Luisa Sonza e Chico Moedas. Os dois se conheceram há quatro meses e viveram uma paixão intensa e cheia de holofotes com direito a traição revelada em rede nacional. Eu não vim aqui falar em marketing, nem atacar o Chico, mas eu sei que existem muitas mulheres que adoram uma intensidade nas relações amorosas, e que querem saber mais como não se tornar a próxima Luisa da parada.

Luisa conheceu Chico, se apaixonou, escreveu música, fez o nome dele ser o mais cantado do momento, prometeu que seria monogâmica, se ofereceu pular de onde fosse pra viver esta paixão, mas só esqueceu de combinar direitinho com o próprio Chico.

Eu entendo bem a Luisa, já fui dessas mulheres de se apaixonar. Já falei pra Francisco, José, Antônio, Pedro, Marcelo, Aldo que era só me querer que eu me entregava. Já paguei conta, escrevi poema, fui fiel a ficante, fiz post me declarando uma mulher amante e só me dei mal. Sinceramente, eu sou a pior pessoa pra dar conselho, eu só perdi com as traições que vivi, preciso aprender com você a ganhar dinheiro com os meus chifres, mas eu aprendi que o tempo, muitas vezes, é um grande amigo.

Ele tira a graça daquela paixão louca que a gente gosta de viver em segundos. Porque para as mulheres intensas o bom é beijar e já imaginar os cachorros correndo no quintal, transar pela primeira vez e já ver os filhos com os olhinhos do pai, ouvir o boy falar da família e já se imaginar tendo brigas conjugais, mas o tempo nos dá um pouco mais de segurança para estabelecer relações mais saudáveis.

Hoje em dia, muito por conta da tecnologia, nós vivemos um momento em que tudo parece acontecer em alta velocidade, e isso se reflete na maneira como amamos e como nos relacionamos. As relações amorosas modernas são como montanhas-russas emocionais, cheias de altos e baixos, curvas inesperadas e reviravoltas emocionantes e tudo isso ao mesmo tempo e agora nas redes sociais.

Não há regra, mas precisa haver conversa. Muita conversa sobre a expectativa que colocamos nos relacionamentos. Nós, mulheres, somos ensinadas a entrar num relacionamento esperando fidelidade a um modelo monogâmico. Desde de criança ouvindo histórias de conto de fada que terminam com o "e eles viveram felizes para sempre".... Ledo engano, mentira, ladainha, conversa fiada.

Ninguém é feliz pra sempre e num modelo de sociedade onde os homens são incentivados o tempo todo a trair e as mulheres ensinadas a perdoar a gente sabe exatamente quem mais vai sofrer com constrangimentos em torno de uma traição amorosa. A traição deixa o constrangimento, a dor e um preço emocional muito alto. Para a maioria das mulheres esse luto acaba sendo solitário, poucas conseguiriam reverter a situação como Luisa Sonza fez.

Se você estiver numa relação amorosa que começou rápido demais, aproveite a montanha-russa emocional, mas não tenha medo de ajustar o cinto de segurança para aproveitar o passeio. Aperte o cinto, deixe evidente as suas expectativas com relação ao modelo deste relacionamento e não fantasie o companheiro que você tem com o que você gostaria que ele fosse. Nem todo homem é igual, mas talvez seja utopia num relacionamento monogâmico esperar fidelidade de cantor de funk e jogador de futebol. Se o relacionamento não durar para sempre, a experiência pode ser uma lição valiosa sobre você mesmo e sobre o que você procura em um parceiro.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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