Guia de Compras Tilt

Na Semana do Consumidor, confira estas dicas para aproveitar as ofertas e fazer escolhas certeiras

De Tilt, em São Paulo

A Semana do Consumidor, que acontece entre os dias 14 e 20 de março, já virou a "Black Friday do primeiro semestre". Você provavelmente vai ver pipocar dezenas de ofertas das grandes varejistas enquanto navega pela internet. Então, prepare-se!

Está precisando comprar celular, aspirador, fones, smart TV ou alto-falante inteligente? Estes costumam ser alguns dos itens mais procurados, por isso preparamos o Guia de Compras Tilt para te orientar na escolha do melhor aparelho para você.

Entender as principais configurações e as diferenças dos modelos pode ser fundamental para achar o produto que faz mais sentido para a sua vida e seu bolso.

  • Sabia?

    O Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, não é uma referência à aprovação do Código de Defesa do Consumidor brasileiro, em 1990. Na verdade, esta é outra data do comércio norte-americano que importamos e remete a um discurso de 1962 feito por John F. Kennedy, então presidente dos EUA, no qual ele falou da necessidade de uma relação justa entre empresas e consumidores.

Smart TV

Quem já tentou buscar uma smart TV na internet sabe como pode ser complicado escolher o melhor modelo. Além de uma grande variedade de preços, ainda precisamos escolher o tamanho da tela em polegadas, qual borda faz sentido, como conectar com a internet, quais aplicativos são necessários e decifrar as letrinhas: LCD, Oled, Qled...

O primeiro passo é calcular qual o tamanho de tela que a sua TV terá. Ainda que a lógica do "quanto maior, melhor" faça sentido, o ideal é ter um modelo compatível com o espaço no qual ele será instalado. Uma boa forma de saber isso é checar a distância entre o local onde você se sentará e a TV.

Além disso, as muitas siglas dão nome para as diferentes tecnologias de exibição de imagem nas telas de TV. De forma resumida, você vai encontrar:

  • Painéis LCD com iluminação LED (com ou sem pontos quânticos)
  • Painéis Oled (exclusivos da LG)


A tela mais avançada é a OLED, exclusividade da marca LG, porém essas TVs são mais caras. Além dela, as mini-LED com pontos quânticos e as LED com pontos quânticos oferecem uma boa qualidade de imagem.

Se pudéssemos classificar a qualidade de imagem da maior para a menor, ficaria assim:

  1. Oled
  2. Mini-LED com pontos quânticos
  3. LED com pontos quânticos
  4. LED


A resolução do painel, ou seja, a qualidade que a imagem pode alcançar também pode ser uma sopa de letrinhas: HD, Full HD, 4K ou 8K. Saiba que quanto mais pontinhos de luz na tela (pixels), maior o nível de detalhes da imagem.

Hoje a mais comum é a 4K. Abaixo dela está a Full HD e acima as de 8K —geralmente muito mais caras e com pouco conteúdo disponível que justifique o preço consideravelmente maior.

Quer saber mais detalhes? Veja como calcular o tamanho, qual a diferença nas tecnologias e que outros elementos você deve considerar no Guia de Compras Tilt para Smart TV!

Celulares

São muitas marcas, diversos modelos e lançamentos quase todos os meses. Não é fácil escolher um celular novo, mas o lado bom é que hoje existem opções para quase todos os bolsos e gostos.

Apesar da variedade, é importante entender algumas configurações para saber a qual categoria o celular pertence e com quais ele é comparável. Isso ajuda a decidir que o preço está mesmo valendo a pena e se o modelo atende às suas necessidades.

As cinco principais configurações para analisar são: processador, memória RAM e armazenamento, câmeras, tela e bateria.

Processador: quanto melhor, mais rápidas são as execuções dos comandos no telefone, como abrir um aplicativo ou jogar um game pesado. Mas, o nível do processador influi diretamente no preço, porque é parte significativa do custo do dispositivo.

Os aparelhos com melhor desempenho costumam usar processadores Apple Bionic A13 ou superior (no caso dos iPhone). Os Android de ponta costumam ter pelo menos um Snapdragon 865 ou Exynos 2000 (no caso da Samsung).

Memória: é onde ficam os dados que agilizam o trabalho do processador —e, consequentemente, deixam o dispositivo mais rápido. Se quiser um celular que não trave muito, preste muita atenção no tamanho da memória RAM. Escolha de acordo com o que você precisa: para tarefas do dia a dia, 4 GB de memória RAM são suficientes.

Se você é daqueles que armazena todas as fotos e vídeos no aparelho, muita atenção à memória interna. A qualidade das fotos tiradas nos celulares é cada vez maior e, consequentemente, elas andam cada vez mais pesadas. Sem falar nos vídeos, que viraram um hábito e também exigem muito espaço de armazenamento.

O mínimo oferecido nos dispositivos de baixo custo é de 16 GB ou 32 GB, o que é insuficiente até para quem usa o celular só para atividades simples.

Câmeras: há muita propaganda sobre a quantidade delas e seus muitos megapixels. Isso é importante, mas não define se o celular fará as melhores fotos. Hoje em dia, grande parte da beleza da foto é garantida no pós-processamento da imagem.

Câmeras com algoritmos movidos a inteligência artificial e machine learning podem consertar ou ajustar inúmeros pontos e equilibrar cor, luz, contraste, brilho e nitidez.

Tela: vai muito do seu perfil. Tem quem ame telas gigantes para ver vídeos, tem quem prefira um celular que encaixa no bolso da calça. Caso queira investir, olhe para resolução, taxa de atualização e nível de brilho e contraste.

Bateria: o ponto mais polêmico, já que ela nunca parece durar o suficiente. Para saber o quanto você precisa, verifique na ficha técnica do aparelho a unidade de medida "mAh" (miliampere-hora). Quanto maior, mais tende a durar a bateria —embora sistemas operacionais mais avançados consigam um equilíbrio entre a energia disponível e o gasto feito por apps, tela e processamento.

Uma bateria maiorzona também pode ser sinônimo de um celular bem pesado. É por isso que as fabricantes precisam dosar na escolha. De qualquer forma, uma bateria de 1.500 mAh dificilmente vai durar mais que três horas com uso cotidiano do celular.

Entenda de uma vez o que realmente faz diferença nas especificações no Guia de Compras Tilt para celulares.

Fones sem fio

A procura por fones aumentou muito na pandemia. Ficar horas em reuniões e aulas online, ouvir podcasts enquanto faz as tarefas domésticas e até fazer exercícios na sala foram algumas das experiências que mostraram que escolher o modelo de acordo com a necessidade pode fazer toda a diferença. Novos estilos de fones e tecnologias não param de surgir, dada a grande procura, e a variedade de preços também aumentou.

Não existe melhor ou pior, mas o modelo certo para a sua necessidade —mas, vamos combinar, um fone sem fio, com conexão Bluetooth, ajuda bastante nas tarefas do dia a dia.

Entre os fones de ouvido Bluetooth, existem algumas categorias que você deve considerar:

  • Earbuds: é o mais comum.
  • Intra-auriculares (In-Ear): uma variação dos earbuds, são estes fones pequenos que se encaixam mais profundamente na orelha, diretamente no canal auditivo, com a ajuda de borrachas.
  • Supra-auriculares (On-Ear): são aqueles com arco sobre a cabeça e fones que se apoiam sobre a orelha.
  • Circoauriculares (Over-Ear): além do arco na cabeça e partes almofadadas, os fones envolvem totalmente as orelhas e costumam ser pensados para melhorar drasticamente a acústica.


O formato tem a ver com conforto e também com o nível de isolamento desejado, sendo que os circoauriculares costumam ir bem nos dois quesitos.

Conhecer o seu perfil de uso é fundamental para não errar. Pessoas que usam o fone de ouvido Bluetooth no escritório, por exemplo, têm necessidades diferentes de quem usa para correr, por exemplo.

Além disso, há no mercado fones de ouvido com tecnologia Bluetooth 4.1, 4.2 e 5.0. As versões 4.1 e 4.2 são mais antigas e limitadas, sendo que a 4.2 consome menos energia do que a 4.1. O 5.0 tem menos interferência de outros aparelhos sem fio.

Por fim, alguns fones sem fio podem durar algumas poucas horas funcionando, enquanto outros chegam a 60 horas de reprodução de som ininterruptos. Ou seja, vale observar bem este ponto na hora de comprar.

Para entender em detalhes a potência da conexão ou quais as vantagens de cada modelo, clique no Guia de Compras Tilt para Fones Bluetooth.

Alto-falante inteligente

O brasileiro tem se interessado cada vez mais pelos alto-falantes inteligentes, que já são sucesso de vendas em outros países, como os Estados Unidos. Para muita gente, eles parecem ser de pouca utilidade, mas depois que você se acostuma com um fica mais difícil viver sem as funções inteligentes que ele proporciona.

Os modelos mais conhecidos são:


Eles funcionam de maneira parecida, com comando de voz e assistente virtual inteligente, mas variam muito em tamanho, qualidade de som, tipo de assistente virtual, preço e compatibilidade.

Todos eles são minimalistas e pensados para combinar com a decoração de qualquer ambiente. As três primeiras gerações do Amazon Echo Dot têm formato de disco, assim como o Google Nest Mini.

Eles são bem pequenos e discretos. Além de caber em quase todo lugar, eles vão bem na mala ou mochila se você quiser levar para algum lugar, pois não pesam tanto. Já a quarta geração do Echo Dot se assemelha ao HomePod mini da Apple, num formato mais bolinha. Ainda há o Echo Show, que é bem maior que um Echo Dot. Ele tem tela de vídeo e permite ver fotos, vídeos e fazer videoconferências.

Todos os modelos, até os mais simples, como o Echo Dot e o Nest Mini, respondem aos comandos de voz mais comuns, como informar a previsão de tempo, criar rotinas, anotar compromissos na agenda e ler emails, tocar músicas, reproduzir programas de notícias e receitas, além de funcionarem como hub de produtos conectados como lâmpadas, campainhas e aspiradores robôs.

A lista do que você pode pedir para as assistentes é enorme e isso não varia muito de marca para marca.

A diferença é que existem aparelhos mais completos e turbinados, especialmente na potência de som. Outro ponto a ser observado é a compatibilidade com o ecossistema dos outros aparelhos da sua casa.

Acesse o Guia de Compras Tilt para Amazon Echo, Google Home e HomePod e entenda em detalhes a diferença.

Aspirador de pó

O aspirador-robô virou o queridinho dos brasileiros na pandemia e desde então as vendas do produto só crescem. Em parte porque as pessoas perceberam que ele pode realmente fazer diferença na correria do dia a dia, em parte por que a oferta aumentou bastante e os preços ficaram mais convidativos.

Ainda que a vantagem do robô seja óbvia (ele faz a mesma limpeza sozinho de forma eficiente), há muitas dúvidas se ele substituiu o aspirador vertical.

Ambos têm a mesma função, a diferença está no seu manuseio. O aspirador vertical pode ter cabos ou ser sem fio, mas você deve conduzir o aparelho nos locais que deseja limpar.

O aspirador-robô faz o serviço sozinho. Ele tem inteligência e sensores que identificam objetos a serem desviados. Alguns modelos conseguem mapear o ambiente e saber o que já foi limpo.

Pontos a serem observados são: capacidade de reservatório de sujeira e potência do motor.

Por fim, se optar por um aspirador-robô, vale checar os recursos do aparelho, como conexão com alto-falantes inteligentes, retorno automático para base de recarga, mapeamento de ambientes etc.

Quer entender melhor? Veja as vantagens e desvantagens de cada um no Guia de Compras Tilt para aspiradores.

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