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Como escolher um aspirador: melhor robô ou vertical? Este guia te ajuda

Abinoan Santiago

Colaboração para Tilt*, em Florianópolis

11/03/2022 04h00

O aspirador-robô virou o queridinho dos brasileiros na pandemia e desde então as vendas do produto só crescem. Em parte porque as pessoas perceberam que ele pode realmente fazer diferença na correria do dia a dia, em parte por que a oferta aumentou bastante e os preços ficaram mais convidativos.

Ainda que a vantagem do robô seja óbvia (ele faz a mesma limpeza sozinho de forma eficiente), há muitas dúvidas se ele substituiu o aspirador vertical.

Tilt já ouviu especialistas para saber em quais situações cada modelo faz sentido e qual marca leva a melhor. Agora veja o que observar nas especificações na hora de escolher um produto.

Guia de compras Tilt: como escolher um aspirador de pó robô ou vertical - Eric Fiori/Arte UOL - Eric Fiori/Arte UOL
Imagem: Eric Fiori/Arte UOL

1. Design e funções

Ambos têm a mesma função, a diferença está no seu manuseio.

O aspirador vertical pode ter cabos ou ser sem fio, mas você deve conduzir o aparelho nos locais que deseja limpar.

O aspirador-robô faz o serviço sozinho. Ele tem inteligência e sensores que identificam objetos a serem desviados. Alguns modelos conseguem mapear o ambiente e saber o que já foi limpo.

Aspirador de pó vertical  - Reprodução/Amazon - Reprodução/Amazon
Aspirador de pó vertical
Imagem: Reprodução/Amazon

Vantagens do modelo vertical

  • Maior variedade de modelos e marcas. Por isso, existem algumas opções mais baratas, começando em R$ 160.
  • Resolvem de forma mais simples quando você só precisa substituir uma vassoura ou fazer uma limpeza rápida e pontual. Existem versões que permitem até desencaixar a haste para melhor manuseio (vira um aspirador de mão portátil que pode ir até o sofás, carro, etc.)
  • Você tem mais controle, pois sabe onde limpou.

Vantagens do modelo robô

  • É bom para a manutenção da limpeza, especialmente se você consegue passar várias vezes na semana.
  • Ajuda bastante quem tem pouco tempo para fazer faxina. Basta ligar ou programar para que ele comece a aspirar os cômodos.
  • Alguns modelos voltam para a base de recarga sozinhos --há até modelos que esvaziam o reservatório automaticamente.
  • A maioria funciona com aplicativos e alto-falantes inteligente movidos a comando de voz. Assim, é possível programar ciclo de limpezas para um horário que você não esteja em casa ou pedir: "Alexa, ligue o aspirador".
  • Existem versões que também passam pano. Não é uma limpeza profunda, mas ajuda a tirar um pouco do pó.

2. Tamanho da casa x reservatório

Se você planeja limpar uma casa grande, com muitos cômodos, precisa de um aspirador com boa capacidade de reservatório de sujeira. Se você mora em um apartamento pequeno, a necessidade é outra.

Ao mesmo tempo, se pretende passar o aspirador uma vez por semana e em seguida esvaziar o compartimento, talvez não precise se preocupar tanto com a capacidade dele. Mas saiba que ao passar o aspirador-robô uma ou duas vezes numa casa de pequeno ou médio porte terá que fazer a limpeza do reservatório logo em seguida.

Para você ter uma ideia da diferença no volume, nos testes realizados na segunda edição do programa Tilt Lab Day, o modelo robô mais simples e barato (Multilaser HO041) tinha 150 ml, ou seja, menos que um copo de água. O maior (WAP Robot WSmart) tinha 450 ml, três vezes mais. O menor, na época, custava R$ 328, enquanto o maior, R$ 2.899,99.

No caso dos aspiradores verticais, o reservatório é maior, chegando até 2 litros.

Quer saber como cada aspirador robô analisado por Tilt se saiu no teste? Veja aqui.

3. Potência do motor

Quem tem pet em casa sabe o sufoco que é limpar os pelos. O mesmo vale para quem tem criança, que espalha farelos por todos os lados. Nestes casos, a sucção dos motores é um item fundamental.

A unidade de medida da potência do motor é o watt (W). Quanto maior, melhor tende a ser o processo de sucção.

Um modelo vertical com fio costuma ser mais potente, em média com 1.000 W (ou mais). Já os modelos do tipo sem fio ficam na casa dos 200 W.

No caso dos robôs, os motores não alcançam grandes potências (entre 20 W e 55 W), mas costumam dar conta do recado mesmo com menor poder de sucção. Eles usam escovas giratórias para descolar a sujeira e jogá-la na parte que aspira —conseguem pegar uma peça de Lego, por exemplo.

São essas vassourinhas que limpam os cantos da casa e em torno dos objetos. Entenda melhor aqui.