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Como escolher a smart TV ideal? Guia de Compras Tilt te ensina a não errar

Lucas Santana

Colaboração para Tilt

07/03/2022 09h00Atualizada em 14/03/2022 14h00

Quem já tentou buscar uma smart TV na internet sabe como pode ser complicado escolher o melhor modelo. Além de uma grande variedade de preços, ainda precisamos escolher o tamanho da tela em polegadas, qual borda faz sentido, como conectar com a internet, quais aplicativos são necessários e decifrar as letrinhas: LCD, Oled, Qled...

São tantas especificações técnicas que podem mais confundir do que ajudar. No Guia de Compras Tilt, abaixo, te mostramos como saber se a televisão em que você está de olho é realmente boa para você.

E só para lembrar: uma televisão smart é aquela que é compatível com internet, seja por conexão wi-fi ou via cabo de rede.

como escolher tv - Eric Fiori/Arte UOL - Eric Fiori/Arte UOL
Imagem: Eric Fiori/Arte UOL

1. Como escolher o tamanho da smart TV?

O primeiro passo é calcular qual o tamanho de tela que a sua TV terá. Você vai colocar a televisão no quarto? Na sala? O espaço é grande? Pequeno? Ela ficará em cima de um móvel ou direto na parede?

Caso o espaço seja pequeno, comprar uma TV gigante pode ser um problema, porque não haverá distanciamento suficiente entre os olhos e a tela para que a imagem fique boa.

Existe um cálculo padrão para entender se a televisão é muito grande para o espaço:

  • meça a distância entre a TV e o sofá (ou onde você sentará)
  • converta o valor para polegadas (você pode usar o Google para isso) e divida o resultado por dois

Exemplo: uma distância de 2 metros equivale a cerca de 79 polegadas. O tamanho sugerido é 79/2, que será igual a 39,5 polegadas. Portanto, uma TV de 40" dá conta do recado.

As fabricantes medem a tela em polegadas e na diagonal. Por padrão, 1 polegada (também representada por dois apóstrofos, como '') é igual a 2,54 cm, ou seja, telas de 55" ou 65" medem mais de 1,5 metro da ponta esquerda superior até a ponta direita inferior.

Se quiser fixá-la na parede, a conta será a mesma, mas compre um suporte chamado Vesa —padrão universal que encaixa nos principais modelos. Caso queira posicioná-la em cima de um móvel, procure modelos já vêm com uma base dentro da caixa.

Dica extra, dada por Marcello Zuffo, professor de engenharia de sistemas eletrônicos da USP (Universidade de São Paulo): "Televisão teme calor e sol. Certifique-se de que ela não receba luz solar e tente colocá-la num lugar fresquinho. Ela vai durar muito tempo".

2. Qual tecnologia de tela é melhor?

As muitas siglas dão nome para as diferentes tecnologias de exibição de imagem nas telas de TV. De forma resumida, você vai encontrar:

  • Painéis LCD com iluminação LED (com ou sem pontos quânticos)
  • Painéis Oled (exclusivos da LG)

LED e LCD

As telas mais comuns são de cristais líquidos (conhecidos como LCD), que contam com uma iluminação de fundo LED que ajuda a "desenhar" a imagem exibida. Não é a tecnologia mais atual, e a tela não consegue altos níveis de contraste — ao exibir uma cena escura, haverá uma luz de fundo. Mas são a opção mais barata.

A indústria tenta ainda aprimorar o LCD usando o que ficou conhecido como pontos quânticos. Na Samsung, o nome comercial é Qled. Na Toshiba, quantum dot. Se puder investir mais dinheiro, opte por algum desses modelos. As imagens são bem melhores.

"É uma camada de filtro, que faz uma equalização física das cores. A luz de fundo do LED tende ao azul, mas o fóton, quando bate neste filtro quântico, desvia para o vermelho e verde, melhorando a definição de cores", afirma Zuffo.

Mini-LED

Outros modelos contam ainda com mini-LEDs, pontos de luz ainda menores e direcionados, que aumentam o controle da iluminação da tela. Em vez de uma grande fonte de luz, os pontos são controlados por região, o que permite ao display chegar mais perto do preto real —gerando imagens mais bonitas e reais.

Nas lojas online é possível encontrá-las com o nome de Neo Qled, da Samsung, e D-LED (Direct LED), na Toshiba ou Philco.

Oled

Já a tecnologia Oled é exclusiva e patenteada pela LG. Nela, os pixels (pontos minúsculos que formam a imagem) são orgânicos e se autoiluminam.

A qualidade de imagem impressiona pelos altos níveis de contraste. É o chamado "preto mais preto", em que os pontos escuros do vídeo ficam apagados e, portanto, sem qualquer luz, tornando a cena mais realista e imersiva.

Pontos de atenção:

  • Essas TVs são mais caras do que as televisões de LCD com LED
  • São mais suscetíveis ao "burn-in", quando o monitor fica permanentemente marcado pela longa exposição de uma mesma imagem num mesmo ponto (por exemplo, um placar de jogo ou logotipo).

E qual a melhor tecnologia?

Se pudéssemos classificar as tecnologias em um ranking de qualidade de imagem do maior para o menor, ficaria assim:

  1. Oled
  2. Mini-LED com pontos quânticos
  3. LED com pontos quânticos
  4. LED

3. HD, Full HD, 4K ou 8K... Qual resolução importa?

A sopa de letrinhas está relacionada à resolução do painel, ou seja, a qualidade que a imagem pode alcançar. Quanto mais pontinhos de luz na tela (pixels), maior o nível de detalhes da imagem.

Por isso, escolha a que está dentro do seu orçamento e faça pesquisas dentro da faixa:

  • 8K (ou Ultra Full HD): 7.680 pixels x 4.320 pixels (mais cara)
  • 4K (ou UltraHD): 3.840 pixels x 2.160 pixels
  • Full HD: 1.920 pixels x 1.080 pixels
  • HD: 1.280 pixels x 720 pixels (mais barata)

Sobre os principais conteúdos que consumimos nas TVs hoje em dia:

  • HD: conteúdos da TV aberta (futebol, novela, noticiário)
  • Full HD: filmes e séries de plataformas como Netflix, HBO, Amazon Prime e outros (costuma ser o padrão) e consoles mais antigos, como o Playstation 3 e Xbox 360
  • 4K: filmes e séries de plataformas de streaming e consoles como Playstation 4 e Xbox One X
  • 8K: ainda são bem raros, mas já podem ser encontrados em jogos de Xbox Series X e Playstation 5 ou em vídeos do YouTube.

Logo, a não ser que a grana esteja sobrando, não compensa comprar uma TV 8K ainda. Um modelo HD ou Full HD será suficiente para a maioria dos brasileiros. Mas, se você quer um modelo mais duradouro, aposte em uma 4K, porque teremos cada vez mais opções dentro dessa gama de resolução.

4. HDR e taxa de atualização

Alguns jogos e séries já estão disponíveis em 4K HDR. Essa é uma sigla para Grande Alcance Dinâmico, uma tecnologia que melhora o nível de cores e contraste das imagens. Com o HDR ativo na TV e no conteúdo que você está assistindo, é possível ver que áreas escuras e muito claras passam a ter muito mais detalhes.

Hoje as TVs já mandam sinais em 256 níveis de RGB (vermelho, verde e azul), que formam 16 milhões de cores. No HDR, a paleta de cores pode chegar a casa do bilhão de cores e cobre todo o espectro visual de cores do olho humano.

Isso melhora bastante a qualidade de imagem. É uma configuração importante de ser conhecida. Porém, os televisores do tipo tendem a ser mais caros.

Fique atento também à taxa de atualização, que representa a fluidez das cenas e animações na tela. A maioria das TVs trabalha com 60 Hz (a imagem é atualizada 60 vezes por segundo), o que é suficiente para a maioria dos conteúdos que consumimos, como séries, noticiário e filmes.

Já os gamers devem buscar modelos com taxa de 120 Hz, que aumenta a responsividade das imagens e pode definir o resultado de uma partida —quem tem tela de 120 Hz consegue ver o oponente antes, mesmo que apenas por alguns milissegundos.

5. Portas e sons

Com tantos aparelhos ligados na televisão hoje em dia, pensar nas portas de entrada da TV é importante.

Boa parte dos modelos vem com mais de uma porta HDMI, mas confira se elas são suficientes ou se você precisa de uma TV com mais (ou de um adaptador) —você vai ligar videogames, equipamentos da TV a cabo, home theaters, blu-ray e barras de som?

As portas USB são menos usadas, mas ainda são importantes para aparelhos que requerem energia ou troca de dados. É nelas que você conecta pendrives com fotos ou vídeos.

Os modelos recentes contam com som que "dá para o gasto" para a maioria das pessoas, medido em Watts RMS. As versões mais premium contam com alto-falantes potentes, que podem chegar a 40W ou mais, mas esse não é o padrão.

E se você curte jogar e não quer acordar toda a casa, cheque se a TV tem conexão Bluetooth. Assim, você pode usar fones de ouvido.

6. Sistema operacional não é tudo igual

Como nos celulares e computadores, o sistema operacional da TVs tem grande impacto na performance, nos aplicativos que ela vai rodar e na experiência do consumidor.

Alguns não são atualizados com frequência, o que limita a capacidade do aparelho de funcionar com programas. Quer um exemplo? O Disney+, serviço de streaming da Disney, foi lançado em 2020 e não chegou para modelos mais antigos.

Muitas fabricantes trabalham com seus próprios sistemas operacionais:

  • WebOS (LG)
  • Tizen (Samsung)
  • Vidaa (Toshiba).

Outras preferem utilizar sistemas de terceiros, como a Philco, que tem modelos com a plataforma Roku, e a TCL, que utiliza o Android TV e modelos também com Roku — dois dos sistemas mais completos disponíveis hoje em dia.

Um jeito de contornar a falta de um sistema completo para quem encontrou uma ótima promoção em uma SmartTV não tão nova é investir quando possível num set-top-box. São as caixinhas que você pluga nas entradas USB (energia) e HDMI (imagem) da TV comum para ter apps de streaming.

Google Chromecast, Amazon Fire TV, Apple TV, Roku Express ou Mi TV Stick costumam ser constantemente atualizados e não custam tão caro —a partir de R$ 150.