E aí, qual vai ser?

Tilt Lab Day mostra o que levar em consideração ao escolher uma smart TV 4K

Guilherme Tagiaroli De Tilt, em São Paulo UOL

Escolher uma smart TV pode ser uma tarefa complexa. Olhando os modelos de frente, eles são sempre bem parecidos: geralmente, contam com uma telona de bordas mínimas. Para explicar melhor o que está em jogo, Tilt realizou o primeiro Lab Day, um comparativo de produtos com convidados e especialistas, que fizeram suas análises e tiraram dúvidas da audiência ao vivo.

Os modelos recebidos foram (veja a ficha técnica completa no fim da reportagem):

Samsung Neo Qled de 55" | LG C1 OLED de 65"
Philco Roku de 50" | Toshiba UHD 4K de 55''

Eles foram avaliados pelo repórter Guilherme Tagiaroli, de Tilt, o streamer Farahoh (Caio Farah), do canal Futebol Muleke, do UOL Esportes, e o professor de engenharia de sistemas eletrônicos Marcelo Zuffo, da USP (Universidade de São Paulo). A apresentação do programa ficou por conta de Will Marchiori, do Loop Infinito, que também manja muito de TVs.

Ao todo, observamos cinco quesitos: design, tela, som, sistema operacional e extras. No fim, escolhemos ainda a opção com melhor custo-benefício e a vencedora. Antes do comparativo, vale dar olhada no processo de unboxing e montagem. Confira tudo abaixo!

Como é desencaixotar tanta TV

Tirar da caixa é mergulhar numa pilha de papelão, isopores e plásticos. Muito cuidado para não esquecer nenhum saquinho com parafusos no meio de tanto lixo! Confira se todas as peças batem com o que vem descrito no manual.

Após saírem de suas respectivas embalagens, mostramos o processo de montagem de cada um dos modelos avaliados. Isto é importante, pois consegue dar uma ideia do trabalho que vai ter ao colocá-lo numa base ou fixá-lo numa parede.

É difícil montar uma smart TV?

Alguns cuidados são necessários. Se sua tela for gigante, peça para outra pessoa dar uma força. Depois, procure uma superfície segura para deitar o monitor, por exemplo uma cama de casal ou chão forrado. Os modelos mais parrudos podem ser bem pesados.

Siga as instruções do manual para encaixar a TV na base e aproveite a parte mais prazerosa desse processo: tirar a película da tela!

Qual o design mais bacana?

Com os modelos devidamente apresentados, vamos ao primeiro quesito de avaliação do Tilt Lab Day: o design.

As smart TVs atuais não são apenas um eletrodoméstico "alienígena" na sala ou no quarto das pessoas. Elas passam a compor a decoração. Por isso, avalie como pretende utilizá-la: se numa base sobre um móvel, colocada direto na parede ou até pendurada no teto.

Cada marca tem um tipo de base. LG e Toshiba, por exemplo, contam com "passadores de fio" que ajudam a ocultar parte do cabeamento da TV.

Neste quesito, a escolha dos nossos avaliadores foi mesmo pela Toshiba UHD 4K de 55''. Não que as outras fossem ruins, pelo contrário, mas ela chamou a atenção pelo design moderno, sendo discreta e bonita para quem pretende deixar a TV apoiada num rack, por exemplo (acompanhe a votação na live Tilt Lab Day).

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A melhor tecnologia de tela é...

O quesito mais importante de qualquer televisão é a tela. No fim, é isso que mais faz diferença —por isso, essa categoria serviu como critério para desempates.

Tínhamos dois tipos de tecnologia de TV dentre as avaliadas: uma Oled e três LEDs, sendo que duas das telas contavam com pontos quânticos.

  • LG: Oled
  • Samsung: Neo QLED pontos quânticos
  • Toshiba: D-LED pontos quânticos
  • Philco: D-LED


TVs com tecnologia LED trazem uma iluminação de fundo para gerar as imagens e são, atualmente, as mais acessíveis. Como desvantagem, em razão dessa iluminação por trás, ela não consegue atingir altos níveis de contraste (algo escuro nunca vai ser 100% preto, pois há uma luz por trás) e elas costumam puxar as imagens para o azul.

Esses modelos com pontos quânticos contam com uma espécie de filtro que ajuda a equalizar melhor as cores de exibição. Na prática, isso faz com que a imagem tenha uma qualidade superior.

Já as TVs Oled contam com uma tecnologia avançada de material orgânico, com pixels que se autoiluminam. Ou seja, não existe uma forte fonte de luz por trás da tela, o que faz com que a imagem tenha alto contraste e imagens escuras 100% pretas —ao desligar o pixel, você fica sem qualquer luz naquele ponto.

Em contrapartida, sempre existe o risco de burn-in em TVs Oled: quando o placar de um jogo fica exposto por muito tempo, às vezes ele fica retido na tela.

Especialistas dizem que o uso convencional de uma TV Oled não causa grandes problemas —agora, se houver a exibição constante de determinados conteúdos, há grande risco da tela ficar "marcada".

Neste quesito, a escolha dos nossos avaliadores foi pela LG C1 Oled de 65 (acompanhe a votação na live Tilt Lab Day).

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Para som envolvente, quem leva?

Pelo design fino e sem bordas, as TVs não costumam ter muito espaço para alto-falantes superpotentes. Então, as fabricantes fazem alguns malabarismos para fornecer uma experiência de áudio boa para a maioria das pessoas.

Dentre as opções testadas, algumas contam com alto-falantes na parte traseira (para que o áudio rebata na parede e chegue ao espectador) ou na parte inferior (que pode ser uma boa opção para quem coloca o aparelho na parede). O que há de mais diferente entre elas é a potência combinada dos falantes, que é medida em Watts RMS — este número indica a potência média do sistema de som.

  • LG - 40W RMS (alto-falantes na parte de baixo)
  • Philco - 24W RMS (alto-falantes na traseira)
  • Toshiba - 20W RMS (alto-falantes na parte de baixo)
  • Samsung - 60W RMS (alto-falantes na traseira)

Para as pessoas mais exigentes ou com salas grandes, todas suportam a instalação de soundbars ou caixas de som.

Neste quesito, a escolha dos nossos avaliadores foi pela Samsung Neo Qled de 55" (acompanhe a votação na live Tilt Lab Day).

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Sistema operacional faz diferença

Assim como os smartphones, as TVs inteligentes contam com sistemas operacionais que podem ser decisivos na sua compra.

Ainda que não se comente tanto sobre eles, viraram itens primordiais a partir do momento que nos viciamos em aplicativos de streaming para ver filmes ou assistir programas de TV pela internet.

No passado, algumas TVs vinham com um sistema que sequer era atualizado — deixando muita gente com acesso limitado a uma ou outra plataforma de streaming e sem novas opções. Para resolver a situação, muita gente passou a apelar para dispositivos como Chromecast, Fire Stick, Roku ou Apple TV.

Agora, os consumidores devem ficar atentos aos aplicativos que utilizam para checar se a nova TV oferece suporte a eles. Também vale sempre verificar com a marca se ela está comprometida em oferecer atualizações com novas versões e aplicativos.

  • Samsung - Tizen
  • LG - WebOS
  • Philco - Roku
  • Toshiba - Vidaa

Todos eles são baseados em código aberto, o que, em tese, facilita o desenvolvimento de aplicativos para eles. Também costumam ter uma fácil navegação com o controle direcional do controle.

Mesmo assim, a escolha de nossos avaliadores foi pela Philco Roku de 50, que vem com o sistema Roku - cada vez mais popular também em sticker que pode ser acoplado nos aparelhos convencionais. O sistema conta com uma navegação baseada em ícones grandes e é tradicionalmente comprometido em liberar atualizações e ter rapidamente os últimos apps do mercado. (acompanhe a votação na live Tilt Lab Day).

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Aquele detalhe que faz a diferença

A escolha da TV também precisa levar em consideração as conveniências. Foi o que levamos em conta ao pensar na categoria Extras. Pode parecer superficial, mas um bom controle remoto ou a falta de entradas HDMI podem ser decisivos na compra.

Dos modelos em jogo, todos contam com um controle convencional e têm suporte a um app de smartphone, por onde é possível acessar opções das TVs. O que muda um pouco é a forma de navegação.

Talvez o controle mais diferentão seja o da LG, que funciona como uma espécie de mouse: você aponta para a tela e navega com um botão. Já a Samsung desenvolveu um controle minimalista movido a luz solar, fazendo com que você não tenha mais que se preocupar com pilhas.

Todas possuem ao menos três portas HDMI. O interessante é que tanto a opção da Samsung quanto a da LG contam com uma porta HDMI 2.1, que é ideal para quem curte games em 4K com 120 fps (frames por segundo).

Neste quesito, a escolha dos nossos avaliadores foi pela LG C1 OLED de 65 pela forma inovadora de uso do controle, além de contar com portas HDMI compatíveis com os principais consoles de nova geração (acompanhe a votação na live Tilt Lab Day).

Arte UOL (750x421)

Quem ganhou?

Os especialistas escolheram o modelo com o melhor custo-benefício e a melhor smart TV dentre as avaliadas.

Para você ter uma noção dos preços avaliados, segue abaixo o valor oficial, sugerido pelas marcas. Lembrando que é possível achar alguns deles em promoção e a um preço menor, então fique de olho para avaliar qual o melhor custo-benefício nessa hora:

  • LG C1 Oled de 65'': R$ 13.899
  • Samsung Neo Qled de 55": R$ 8.999
  • Toshiba UHD 4K de 55'': R$ 4.599
  • Philco Roku de 50": R$ 3.989

A escolha dos especialistas no quesito custo-benefício foi a Toshiba UHD 4K de 55 polegadas.

Arte UOL (750x421)


Já a TV mais bem avaliada foi a LG C1 Oled de 65!

Arte UOL (750x421)

Ficha técnica

Toshiba 55" 55M550KB Quantum DOT 4K Smart VIDAA HDR

Mariana Pekin/UOL (750x421)


Tela: Dled + Quantum Dot
Resolução: 3.840 x 2.160 (UHD 4K)
Tempo de resposta do painel (MS): 8
Frequência nativa: 50-60 Hz
Processador: Quad-Core proprietário
Áudio:20 W RMS com Dolby Atmos (sem dados de canais)
Portas: 2 USB, 3 HDMI, Wi-Fi integrado
Sistema operacional: VIDAA
Assistente de voz: Sim (Alexa)
Conexões: wi-fi (2,4 GHz/5 GHz) e Bluetooth 5.0
Dimensões: 122 cm x 8 cm x 78cm (C X L X A); peso 17,7 kg


LG OLED 4K, série C1, Processador Alpha 9 Gen4 com AI, Smart TV webOS 6.0

Mariana Pekin/UOL (750x421)


Tela: OLED 4K, Pixel Dimming
Resolução: 3.840 x 2.160 (4K)
Frequência nativa: 120 Hz
Processador: Alpha 9 Gen4 AI 4K (tem IA)
HDR: HDR Dolby Vision IQ, HDR10 Pro, HLG, HDR Effect
Áudio: 40W RMS (WF: 20W, 10W por canal - 2.2 ch)
Entradas: 3 USB, 4 HDMI, Wi-Fi integrado
Sistema operacional: Web OS
Assistente de voz: Sim (Alexa e Google Assistente)
Conexões: wi-fi e Bluetooth
Portas: 4 HDMI 2.1, 2 USB 2.0, rede Ethernet, saída de som óptica e de fone de ouvido
Dimensões: 144,9 x 86,2 x 2,51 cm, peso: 32,6 kg (com pedestal)

Samsung Smart TV 55" Neo QLED 4K 55QN90A

Mariana Pekin/UOL (750x421)


Tela: Neo QLED Pontos quânticos
Resolução: 3.840 x 2.160
Frequência nativa: 120Hz
Processador: Neo Quantum 4K
HDR: HDR10+
Áudio:60W RMS com Dolby Digital Plus (4.2.2 canais)
Conexões: 2 USB, 4 HDMI, Wi-Fi integrado
Sistema operacional: Tizen
Assistente de voz: Sim (Bixby, Alexa e Google Assistente)
Potência de Som (RMS): 60W
Conexões: wi-fi e Bluetooth
Portas: 4 HDMI, 2 USB, entrada de composto AV1, ethernet, saída de áudio digital
Dimensões: 1446,3 x 891,4 x 285,4 mm; peso: 31,4 kg (com suporte)


Smart TV Philco Roku 50" PTV50RCG70BL 4K UltraHD D-LED

Mariana Pekin/UOL (750x421)


Tela: TV Backlight D-LED 50"
Resolução: UHD (3.840 X 2.160) (4K)
Frequência nativa: 60Hz
Processador: QUAD Core e processador gráfico TRIPLE Core.
Entradas: 2 USB, 3 HDMI, Wi-Fi integrado
Potência do Alto-Falante: 12 W RMS x 2, total de 24 W RMS
HDR: HDR10
Sistema operacional: Roku
Assistente de voz: Não
Conexões: wi-fi
Portas: RCA (áudio e vídeo estéreo), 3 HDMI, 1 HDMI Arc, 4 entradas
Dimensões: 64,3 cm x 111 cm x 8,9 cm (A x L x P); 9,66 kg

Confira a íntegra da live abaixo!

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