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Guia do Recife: carnaval, história e arte na capital de Pernambuco

Vista aérea do Recife, Pernambuco - Getty Images
Vista aérea do Recife, Pernambuco
Imagem: Getty Images

Eduardo Vessoni

Colaboração para o UOL

16/02/2020 04h00

Foram apenas 24 anos de permanência holandesa em Pernambuco, entre 1630 e 1654. Tempo suficiente para aquela gente do outro lado do Atlântico deixar influências que ainda ecoam em um dos destinos mais fervidos do Nordeste.

No curto tempo em que governou a região, Maurício de Nassau defendeu a liberdade religiosa, deu vida a um jardim botânico e redesenhou as linhas urbanas do Recife, cuja inspiração neerlandesa pode ser vista até hoje em pontes sobre canais e nos edifícios estreitos do centro histórico da capital pernambucana.

Foliões em apresentação de maracatu, no Recife Antigo - Marcos Pastich/PCR
Foliões em apresentação de maracatu, no Recife Antigo
Imagem: Marcos Pastich/PCR

Este "brasileiro" (que na verdade era alemão) fez até boi voar. Conta a história que, para financiar os altos custos da primeira ponte do Brasil, em 1643, o então governador prometeu fazer um boi voar, desde que os interessados pagassem pedágio para ver o espetáculo.

"Qual é a do boi que revoa / Boi realmente não pode / Voar à toa", cantaria Chico Buarque, mais de 300 anos depois que Nassau fez aquele bovino empalhado flutuar sobre as águas do Rio Capibaribe.

Hoje em dia, o bicho voador mais famoso dessa capital de cerca de 1,6 milhão de pessoas é o Galo da Madrugada, um boneco de 35 metros de altura que acompanha esse bloco carnavalesco, declarado o maior do mundo pelo Guinness Book.

Galo da madrugada, um dos grandes momentos do Carnaval de Recife - Getty Images
Galo da madrugada, um dos grandes momentos do Carnaval de Recife
Imagem: Getty Images

Mas isso não é tudo naquelas antigas áreas pantanosas que, um dia, já foram chamadas de "cidade anfíbia".

Por ali passaram portugueses, franceses, árabes e judeus que também deixaram marcas em endereços que hoje são atrativos turísticos da cidade.

O QUE FAZER NO RECIFE

PRAIAS

De águas calmas por conta da extensa faixa de arrecifes bem em frente, Boa Viagem é a praia urbana do Recife. Com oito quilômetros de extensão, é ali que estão os principais hotéis, a poucos minutos do aeroporto, e onde o visitante encontra a maior variedade de serviços.

Praia de Boa Viagem - Eduardo Vessoni
Praia de Boa Viagem
Imagem: Eduardo Vessoni

Na Região Metropolitana, o litoral norte é marcado pelo turismo regional, onde os pernambucanos costumam passar os feriados, atraídos pelos preços mais baixos dos serviços. A região abriga faixas de areia que podem ser visitadas em um bate e volta, a partir da capital, como Maria Farinha, em Paulista, a 20 quilômetros do Recife.

É dali que saem os barcos, via Rio Timbó, para Igarassu, cidade conhecida pela ilhota Coroa do Avião, um banco de areia em pleno mar. O destino é vizinho da Ilha de Itamaracá, município de mesmo nome que abriga o Forte Orange, construção de 1631, tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Forte Orange na Ilha de Itamaracá, no litoral norte da Região Metropolitana do Recife - Eduardo Vessoni
Forte Orange na Ilha de Itamaracá, no litoral norte da Região Metropolitana do Recife
Imagem: Eduardo Vessoni

Recife é ponto de partida também para o litoral sul pernambucano, endereço de praias como Porto de Galinhas, conhecida pelas piscinas naturais, a 50 quilômetros da capital.

MUSEUS

Nos últimos anos, o centro histórico do Recife passou por um profundo processo de revitalização que deu nova cara a essa região central da cidade.

O Bairro do Recife, como o local é conhecido, concentra os principais atrativos históricos e museológicos da cidade, e pode ser visitado em um único dia.

Marco Zero  - Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife
Marco Zero
Imagem: Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife

Marco Zero
A Rosa dos Ventos, obra de Cícero Dias para os trabalhos de renovação do centro histórico recifense, é o marco zero da cidade, conhecido como Praça Barão do Rio Branco.

Centro de Artesanato no Marco Zero - Eduardo Vessoni
Centro de Artesanato no Marco Zero
Imagem: Eduardo Vessoni

A praça abriga também a Caixa Cultural (www.caixacultural.com.br), espaço que funciona em um belo edifício de estilo eclético, de 1912; o Armazéns do Porto (tel.: (81) 3194-3950), complexo gastronômico que reúne estabelecimentos em armazéns reformados do Porto do Recife; e o Centro de Artesanato (www.artesanatodepernambuco.pe.gov.br), uma área de mais de 2.500 m² capaz de enlouquecer amantes da arte popular, com mais de 25 mil peças de madeira, renda e cerâmica.

Parque de Esculturas
Do Marco Zero, no centro histórico da cidade, é possível ver esse impressionante corredor artístico que parece flutuar sobre o mar, em uma estrutura de concreto.

O acervo, que abriga cerca de 90 obras, se destaca pela 'Coluna de Cristal', uma escultura com 32 metros de altura, feita de argila e bronze.

Parque das Esculturas - Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife
Parque das Esculturas
Imagem: Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife

Inaugurado no ano 2000, nas comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil, o local abriga trabalhos do artista plástico Francisco Brennand, e tem acesso de barco (a travessia ocorre, diariamente, das 7h às 17h ou de carro pela Praia do Pino.

Vai lá: As embarcações saem do Marco Zero. De seg. a qui. das 8h às 17h; sex. das 8h às 16h; sáb. das 7h às 17h; e dom. das 10h ás 16h.
Tel.: (81) 3355-8125. A entrada é grátis. O turista só paga a travessia de barco.

Oficina Francisco Brennand
Brennand, morto em dezembro de 2019, era responsável também pelo impressionante museu-ateliê da Várzea, um dos bairros mais antigos do Recife, na zona oeste da cidade.

O atrativo fica nas antigas instalações da Cerâmica São João, cujos jardins externos têm projeto de Burle Max, e guarda cerâmicas, pinturas e desenhos.

Vai lá: Propriedade Santos Cosme e Damião, s/n (Várzea - Recife); tel.: (81) 3271-2466. De seg. a qui. das 8h às 17h; sex. das 8h às 16h; sáb. e dom. das 10h às 16h. Entrada paga. Site.

Instituto Ricardo Brennand
Mais um Brennand assina outro atrativo imperdível do Recife, considerado um dos melhores museus do mundo, segundo o Travelers' Choice Museums do site TripAdvisor.

Os mais de 77 mil m² do local, no antigo engenho São João, guardam construções de tijolos avermelhados a vista que imitam castelos medievais e abrigam galerias e uma capela de estilo gótico.

Destaque para o Museu Castelo São João, onde o industrial Ricardo Brennand expõe seu acervo particular com mais de três mil armas brancas, armaduras do início do século 16 e até os fuzis de Dom Pedro I e seu filho.

Vai lá: Alameda Antônio Brennand, s/n - Várzea - Recife; tel.: (81) 2121-0352 / 2121-0365. De ter. a dom., das 13h às 17h. Entrada paga. Site.

Cais do Sertão
Sem dúvida, é uma dos espaços de exposição mais impressionantes da capital pernambucana.

Cais do Sertão - Peu Hatz / Seturel-PE
Cais do Sertão
Imagem: Peu Hatz / Seturel-PE

Localizado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, vizinho ao Marco Zero, essa área de 7.500m² homenageia o povo sertanejo com acervo apresentado em seis ambientes com cenografia caprichada e tecnologia que permite interação com o público.

Cais do Sertão - Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife
Cais do Sertão
Imagem: Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife

Sem paredes entre os ambientes e inspirado no sertão de Luiz Gonzaga, o local é divido em territórios temáticos: Ocupar, Viver, Cantar, Trabalhar, Crer, Criar e Migrar.

No espaço Caixa, três experiências audiovisuais se revezam: 'Ói eu aqui de novo', sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga em vídeo; 'A Língua do Sertão', espetáculo de luzes e sons sobre o falar e o escrever do sertanejo; e 'Cordel', sobre literatura de cordel em versos e animação.

Vai lá: Av. Alfredo Lisboa, s/n (Armazém 10 - Recife). Tel.: (81) 4042-0484. De ter. a qui. das 10h às 17h; sex. das 9h às 17h; sáb. das 10h às 16h; e dom. das 13h às 16h. Entrada paga.

Paço do Frevo
Outro museu imperdível, daqueles que a gente demora para querer ir embora, é esse espaço cenográfico dedicado ao ritmo musical pernambucano que é Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco.

Paço do Frevo  - Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife
Paço do Frevo
Imagem: Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife

A interação é um dos destaques desse museu colorido com amplo acervo de fotos e depoimentos.

Em um dos ambientes, um livro gigante aciona diferentes frevos quando suas páginas são viradas pelo próprio visitante. "O frevo é uma construção do povo, por isso o visitante pode deixar recados nas paredes de uma das salas", avisa um dos monitores do local.

Vai lá: Praça do Arsenal da Marinha, s/n (Bairro do Recife); Tel.: (81) 3355-9500. De ter. a sex. das 9h às 17h; sáb. e dom. das 14h às 18h.
Entrada paga. Site.

Embaixada de Pernambuco dos Bonecos Gigantes de Olinda
Com filas na porta, esse pequeno espaço de nome imponente é uma espécie de museu de cera que presta homenagem a artistas nacionais e internacionais.

Os bonecos de 2,20 metros de altura, criações do produtor cultural Leandro Castro e de sua esposa, a estilista Sineide Castro, vão de Chico Science a David Bowie.

Embaixada de Pernambuco dos Bonecos Gigantes de Olinda, no Recife - Eduardo Vessoni
Embaixada de Pernambuco dos Bonecos Gigantes de Olinda, no Recife
Imagem: Eduardo Vessoni

Vai lá: Rua do Bom Jesus, 183 - Recife Antigo. Tel.: (81) 3441-5102 / 3224-5802. Diariamente, das 8h às 18h. Entrada paga. Site.

Museu a Céu Aberto
Em pleno centro histórico, antigas fundações estão expostas no local, como a muralha de pedra da época dos holandeses na cidade e restos de um dique de contenção do mar.

Museu a Céu Aberto, no centro histórico do Recife - Eduardo Vessoni
Museu a Céu Aberto, no centro histórico do Recife
Imagem: Eduardo Vessoni

Acredita-se que a construção date do final do século 17, entre 1684 e 1685.

Vai lá: Entre as ruas Alfredo Lisboa e Barão Rodrigues Mendes, próximo ao Paço do Frevo, no Recife Antigo. Entrada grátis.

Sinagoga Kahal Zur

Sinagoga Kahal Zur, na antiga Rua dos Judeus - Eduardo Vessoni
Sinagoga Kahal Zur, na antiga Rua dos Judeus
Imagem: Eduardo Vessoni
A Rua do Bom Jesus, que um dia já foi chamada de Rua dos Judeus, é endereço da primeira sinagoga das Américas.

A história dos judeus que deixaram a Europa em busca de liberdade, a partir de 1532, é contada em salas com fotografias, documentos e peças históricas. Destaque para as escavações arqueológicas que vieram a público, entre 1999 e o ano 2000, expostas sob chão de vidro.

Vai lá: Rua do Bom Jesus, 197/203 (Recife Antigo). De ter. a sex. das 9h às 16h30; e dom. das 14:00 às 17:30. Entrada paga.

Outros espaços
Recife tem também pequenos espaços dedicados a ícones da cultura pernambucana, como o Memorial Chico Science (Pátio de São Pedro, 21; tel.: (81) 3355-3158 / 3355-3159); o Memorial Luiz Gonzaga (Pátio de São Pedro, casa 35 - Bairro de São José; tel.: (81) 3355-3155); e a Casa do Carnaval (Pátio de São Pedro, casa 38 - São José; tel.: (81) 3355-3303 / 3355-3302.

BAIRROS

BOA VISTA
Teatros, bares e boates fazem desse bairro central um dos mais agitados da cidade.

Entre os clássicos da região estão o Mercado da Boa Vista, um dos mais antigos da cidade, inaugurado no final do século 19; e o Cinema São Luis, cine-teatro em estilo Art déco, conhecido pela programação alternativa. Tombado como monumento histórico pelo governo de Pernambuco, foi aberto em 1952 e é considerado um dos últimos cinemas de rua do Brasil.

O bairro abriga também a Igreja Matriz, um quebra-cabeça de blocos de pedras portuguesas que começou a ser erguido em 1784 e só foi concluído mais de um século depois.

SANTO ANTÔNIO
Entre o Rio Capibaribe e o mar, esse bairro central foi endereço de Maurício de Nassau e é conhecido, atualmente, pela concentração de construções coloniais.

Igreja de São Pedro, que fica no Patio de São Pedro, no bairro Santo Antonio - Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife
Igreja de São Pedro, que fica no Patio de São Pedro, no bairro Santo Antonio
Imagem: Andrea Rego Barros / Secretaria de turismo do Recife
Foi ali que Nassau ergueu o Palácio de Friburgo (onde hoje fica o Palácio do Campo das Princesas) e criou o primeiro jardim botânico do Brasil, na atual Praça da República, no extremo norte da ilha.

Dizem que o baobá centenário na praça teria sido inspiração para Antoine de Saint-Exupéry no seu clássico 'O Pequeno Príncipe'.

A praça abriga também uma estátua do poeta Augusto dos Anjos, o Teatro Santa Isabel e o Tribunal de Justiça.

PONTES

Exageradamente conhecido como a 'Veneza brasileira', Recife é recortado por canais alimentados pelo Rio Capibaribe e ilhas interligadas por pontes históricas, como a Maurício de Nassau, considerada a primeira construção do gênero no continente.

Essas obras que mudaram a paisagem urbana local são visitadas no "Recife e suas pontes", passeio de barco que passa sob cinco pontes e tem vista privilegiada dos atrativos turísticos da cidade como o Marco Zero e o Parque de Esculturas de Francisco Brennand.

Passeio noturno de barco pelas pontes e centro histórico do Recife - Eduardo Vessoni
Passeio noturno de barco pelas pontes e centro histórico do Recife
Imagem: Eduardo Vessoni

De acordo com o dia da semana, são de 3 a 5 saídas diárias. Destaque para a saída noturna, quando se veem iluminadas as construções históricas da rua Aurora.

Vai lá: Avenida Sul, s/n (a 50 metros do Forte das Cinco Pontes); tel.: (81) 3424-2845. R$ 60 por pessoa. Site.

MERGULHOS

Capital nacional dos naufrágios, Recife é considerado um dos melhores pontos de mergulho do litoral brasileiro, com destaque para as embarcações afundadas, natural e artificialmente, que deram origem a recifes artificiais.

São mais de trinta pontos de mergulho nos arredores da cidade. Com temperatura média de 28 ºC, os mergulhos são melhores aproveitados entre a primavera e o verão, quando as águas estão mais calmas e apresentam alta visibilidade.

Unsplash
Imagem: Unsplash

Um dos destaques é o Parque de Naufrágios de Pernambuco, uma área com cerca de 18 embarcações naufragadas, a profundidades que vão de 21 a 48 metros e com visibilidade de 20 metros, aproximadamente.

Evite a temporada de chuvas e ventos, entre junho e agosto, quando as águas ficam mais turvas e há swell, cujas ondas agitam o mar.

Saiba mais: www.aquaticos.com.br / www.recifedive.com.br / www.projetomar.com.br

INFORMAÇÕES OFICIAIS

Site do turismo do Recife
www.visit.recife.br

INFORMAÇÕES TURÍSTICAS

A cidade mantém postos de atendimento ao turista em locais como o Aeroporto (tel.: 81 - 3182-8299 / 3355-0130), Rodoviária (Avenida Prefeito Antônio Pereira, s/n; 3182-8298) Praia de Boa Viagem (Rua Barão de Souza Leão, s/n; tel.: 81 - 3182-8297); e no Shopping Recife, também em Boa Viagem (3467-7486).

COMO CHEGAR

O Aeroporto Recife-Guararapes / Gilberto Freyre, a cerca de 10 minutos da Praia de Boa Viagem, recebe voos provenientes de diversas capitais brasileiras, operados pela Azul (www.voeazul.com.br), Gol (www.voegol.com.br) e Latam (www.latam.com). A viagem de São Paulo dura três horas, aproximadamente.

Nesse terminal dá para alugar carros em agências da Localiza Hertz (www.localizahertz.com), Movida (www.movida.com.br) e Unidas (www.unidas.com.br).

É possível também chegar e sair do aeroporto de metrô, via Linha Sul (www.cbtu.gov.br), cuja estação fica em frente ao terminal.

CIRCULANDO

O trânsito na cidade tem níveis de engarrafamento que beiram o insuportável, por isso táxis e aplicativos de transporte privativo são as melhores opções para quem não quer dirigir.

Nos domingos e feriados, Recife conta com cerca de 36 km de ciclofaixa que levam a cerca de 30 bairros da cidade, conectados pelas Rota Sul (Avenida Boa viagem - Marco Zero), Rota Norte (Parque da Jaqueira - Marco Zero) e Rota Oeste (Lagoa do Araçá - Marco Zero).

QUANDO IR

A capital pernambucana é destino para o ano todo, desde que você não faça questão de ficar na praia.

O período de chuvas costuma ir de maio a agosto. Nos outros meses, os dias são quentes, com temperatura entre 26 °C e 28 ºC. Já a alta temporada vai de dezembro até o Carnaval.

OLINDA

Olinda, a seis quilômetros do Recife - Eduardo Vessoni
Olinda, a seis quilômetros do Recife
Imagem: Eduardo Vessoni

Quem visita esse município vizinho, a apenas seis quilômetros do Recife, costuma fazer um (injusto) bate e volta a esse Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Mas a primeira capital pernambucana é daqueles lugares que a gente tem vontade de passar uma vida inteira.

O setor turístico fica na Cidade Alta, de onde se tem vista panorâmica do mar e das construções históricas que fizeram do destino uma espécie de Ouro Preto de Pernambuco.

Por ali, o roteiro é perder-se por suas ladeiras e aproveitar o que tem de melhor nesse polo gastronômico da Região Metropolitana do Recife.