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Donos do mata-mata, Paquetá e Neymar começaram amizade na Rio-2016

Gol de Paquetá veio com passe de Neymar em Brasil x Peru pela Copa América - Buda Mendes/Getty Images
Gol de Paquetá veio com passe de Neymar em Brasil x Peru pela Copa América Imagem: Buda Mendes/Getty Images

Danilo Lavieri e Gabriel Carneiro

Do UOL, no Rio de Janeiro

06/07/2021 04h00

Classificação e Jogos

Depois de uma primeira fase de testes na Copa América, a seleção brasileira entrou no mata-mata com o que Tite chama de força máxima diante do Chile e do Peru até garantir a vaga na final. Tanto nas quartas quanto na semi, quem resolveu foi a dupla Neymar e Paquetá, que mostra entrosamento crescente no decorrer das partidas.

Na semana passada, o meia do Lyon tinha acabado de sair do banco e, no primeiro lance, tabelou com Neymar, contou com falha da zaga chilena e conseguiu abriur o placar. Ontem (5), viu o jogador do PSG dar drible incrível e conseguiu corrigir o quique da bola no gramado ruim do Engenhão para abrir o placar novamente.

Rivais no Campeonato Francês, os dois hoje são parceiros dentro de campo e fora dele. Se hoje eles formam dupla inseparável até no Counter Strike nas horas de folga na concentração, a relação deles começou há cinco anos, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.

Naquela ocasião, Paquetá tinha acabado de ser campeão da Copa São Paulo de 2016, pelo Flamengo, e estava completando a seleção como "sparring", aquele jogador que não está convocado, mas fica concentrado com o grupo para completar treinos e permitir atividades com dois times completos.

Como todo novato, o meio-campista sofreu nas mãos dos mais velhos. Neymar era a referência daquele grupo e, durante todos os treinos, ficou marcado por aplicar seus dribles mais desconcertantes. Na intimidade, os chamados trotes também tinham como alvos preferidos os novatos. Paquetá era um dos que mais sofria.

A revelação flamenguista sempre encarou aquela situação com naturalidade. Até hoje, esse tipo de brincadeira entre os mais experientes e os mais novatos é tradição em todas as concentrações. Na atual janela, os alvos foram Léo Ortiz, que nunca tinha sido convocado, e outros nomes como Douglas Luiz, convocados para as Olimpíadas, e até Esteves, jogador do Palmeiras que hoje é "sparring" do atual grupo.

Hoje em dia, Neymar e Paquetá são líderes da "resenha" na concentração e mostram, a cada gol que fazem, que já têm passinhos ensaiados para as comemorações.

"O Paquetá é um grande jogador, vem crescendo a cada partida, a cada jogo que ele joga na seleção, fez uma grande temporada. E ele demonstra que pode ser um grande jogador. Fico contente, ele jogou como um craque. É sempre bom reencontrar grandes jogadores na seleção", falou Neymar logo após a vitória diante do Peru.

"Fico feliz de ajudar a seleção, ajudar ao Ney. A gente tem se entendido bastante e é muito bom marcar e ajudar a todos os meus companheiros", completou Paquetá.

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