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Flu joga bem e perde. Fla joga mal e vence. Equilíbrio da final surpreende

Arrascaeta e Gilberto disputam no Fla-Flu -
Arrascaeta e Gilberto disputam no Fla-Flu
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

12/07/2020 18h05

Com mais uma atuação estranha, bem abaixo do seu melhor padrão, o Flamengo venceu o Fluminense e jogará por empate para chegar ao bicampeonato carioca quarta-feira, às 21 horas, novamente no Maracanã. Pedro, uma das novidades no time que começou o clássico, fez o primeiro gol da partida e deverá ser titular devido ao cartão vermelho de Gabigol

O Fluminense se apresentou nos minutos iniciais de maneira diferente, subindo a marcação e agredindo, mas não levou mais do dez minutos tal postura. Naturalmente o Flamengo ganhou espaço e foi levando o rival para seu próprio campo, embora não criasse muitas chances. Egídio, pela esquerda, era a principal opção ofensiva tricolor e seu corredor um caminho para o adversário.

Foram 62% do tempo de posse de bola dos rubro-negros antes do intervalo, com quatro finalizações contra uma, sendo 3 a 0 em arremates no alvo, pelos números do SofaScore. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães amarrava a peleja, exagerando na marcação de faltas, assinaladas por qualquer contato, o atual campeão foi o que mais cometeu infrações antes do intervalo, 11 a 6.

Marcos Paulo, boa opção do Fluminense para levar o time à frente, passou a ter maiores preocupações defensivas, socorria o lateral-esquerdo. Com Diego e Vitinho, sem Gérson e Everton Ribeiro, o Flamengo, por sua vez, era mais lento, com a condução de bola mais longa, menos ágil, objetiva. Ainda assim tinha controle do jogo e ocupava o campo do oponente.

O Fluminense foi ainda melhor no segundo tempo. Atacou, criou, finalizou, fez Diego Alves trabalhar e empatou com Evanilson em falha de Gustavo Henrique. Quando era superior e parecia mais próximo da virada, veio o contra-ataque, Gabigol levou a melhor sobre Egídio, que cruzara para o tento tricolor e falhou. Michael fez 2 a 1. Os tricolores tentaram, mas já não foram tão perigosos.

O Fluminense jogou bem e perdeu, o Flamengo jogou mal e venceu, mais pela qualidade superior de seus atletas do que por jogo coletivo. Com Gabigol bizarramente expulso ao final em meio à sua substituição nos acréscimos, os rubro-negros perderam o camisa 9 para o jogo de quarta-feira. O favoritismo do atual campeão é real, mas não tão grande como antes.

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Mauro Cezar Pereira