PUBLICIDADE
Topo

Flu e Fla fazem novo capítulo de rivalidade acirrada fora de campo em 2020

Mario Bittencourt, presidente do Fluminense, e Rodolfo Landim, presidente do Flamengo - Colagem de fotos de Lucas Merçon / Fluminense e Marcelo Cortes / Flamengo
Mario Bittencourt, presidente do Fluminense, e Rodolfo Landim, presidente do Flamengo Imagem: Colagem de fotos de Lucas Merçon / Fluminense e Marcelo Cortes / Flamengo

Alexandre Araújo e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

08/07/2020 04h00

Fluminense e Flamengo se encontram hoje (8), às 21h30, no Maracanã, para fazer a final da Taça Rio. O clássico que começou "40 minutos antes do nada", como disse Nelson Rodrigues, ganhou capítulos recentes fora das quatro linhas que acirraram ainda mais a rivalidade, fazendo com que o duelo de logo mais ganhe uma importância maior.

O primeiro ponto do confronto é que, caso o Rubro-Negro saia vencedor, será o campeão do Estadual, uma vez que também levou a Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca, e teve a melhor campanha geral. Assim, além do título da Taça Rio, o Tricolor busca impedir a festa do oponente já ao fim desta segunda metade da competição, forçando uma decisão.

Parceiros na administração do Maracanã desde o ano passado, Flamengo e Fluminense estiveram em lados antagônicos em alguns episódios ocorridos nos últimos meses. O clássico válido pela semifinal da Taça Guanabara, por exemplo, foi parar nos tribunais.

Na ocasião, a torcida tricolor gritou "pague as famílias", em referência às negociações da diretoria do Flamengo com os familiares dos dez jovens mortos no incêndio do Ninho do Urubu, que completou um ano em fevereiro. Como resposta, rubro-negros cantaram "time de veado", manifestação apontada como homofóbica.

Em julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ), realizado no fim de fevereiro, o Fla foi condenado a pagar R$ 50 mil.

No TJD-RJ, também foram citados os comentários feitos na Fla TV durante a transmissão. À época, o locutor Emerson Santos usou a expressão "Show das Poderosas", título de uma música da Anitta, ao se referir a uma reclamação dos jogadores do Fluminense. Logo depois, o comentarista Alexandre Tavares usou o termo "querida". O caso, porém, não foi julgado.

Os clubes estiveram em direções opostas na discussão quanto ao retorno do futebol em meio à pandemia de coronavírus. Enquanto Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, era favorável à retomada e tinha apoios da Federação de Futebol do Rio (Ferj) e de Alexandre Campello, mandatário do Vasco, Fluminense e Botafogo se mostravam contrários e com duras críticas aos rivais.

Mario Bittencourt, presidente do Tricolor, chegou a dizer que "não gostaria de se misturar com este tipo de atitude", ao falar sobre a reunião dos dirigentes do Rubro-Negro e do Cruz-Maltino com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Posteriormente, Bittencourt discordou do fato de o Flamengo atuar no Maracanã por conta da proximidade com um dos hospitais de campanha montados para atender pacientes com Covid-19. Até por este motivo, causou espanto a escolha para que o estádio fosse o palco da decisão de hoje, mas o Tricolor justificou indicando ter de cumprir um mínimo de jogos no local por força de contrato.

Além disso, após o sorteio que definiu o Fluminense como mandante da final, o Rubro-Negro propôs ao rival uma transmissão em conjunto, mas o pedido foi negado, o que gerou uma ação da procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Rio de Janeiro, que entrou com um pedido de liberação do direito de transmissão da partida — obtido pelo Tricolor por sorteio — ao Rubro-Negro, o que viabilizaria uma transmissão nas redes sociais do clube da Gávea.

FICHA TÉCNICA:

FLUMINENSE x FLAMENGO

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 8 de julho de 2020 (quarta-feira), às 21h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha
VAR: Rodrigo Nunes de Sá

FLUMINENSE: Muriel; Gilberto, Nino, Matheus Ferraz (Digão) e Egídio; Hudson, Dodi e Yago Felipe; Nenê, Marcos Paulo e Evanilson. Técnico: Odair Hellmann

FLAMENGO: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Léo Pereira e Filipe Luis; Arão, Gerson, Arrascaeta e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabigol. Técnico: Jorge Jesus

Flamengo