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Fla-Flu na arquibancada tem homofobia e gritos de "paguem as famílias"

Torcidas de Fluminense e Flamengo roubaram a cena em clássico na Taça Guanabara - Montagem/UOL
Torcidas de Fluminense e Flamengo roubaram a cena em clássico na Taça Guanabara Imagem: Montagem/UOL

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

13/02/2020 00h40

Classificação e Jogos

Se em campo o clássico emocionante terminou com placar de 3 a 2 para o Flamengo, nas arquibancadas, os episódios foram para se esquecer. A torcida do Fluminense evitou o grito de "time assassino" que rendeu advertência do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), pedindo dessa vez ao rival que "pague as famílias". Em resposta, a torcida rubro-negra manteve os cânticos homofóbicos que costumam aparecer no Fla-Flu, chamando o Tricolor de "time de veado".

A provocação tricolor que foi punida nos tribunais aconteceu na vitória por 1 a 0 na fase de grupos da Taça Guanabara. O cântico era em alusão ao incêndio no Ninho do Urubu, ocorrido em fevereiro de 2019. Um ano após o caso, ainda não há acordo com todas as famílias das dez vítimas fatais.

Os gritos da torcida do Flu começaram ainda no primeiro tempo, quando a equipe de Odair Hellmann já perdia por 2 a 0. Até ali, apenas vaias por parte dos rubro-negros, que se mantiveram cantando músicas de apoio ao Fla. Na segunda etapa, os tricolores, enfurecidos com a "cera" do rival em campo, passaram a chamar o adversário de "timinho", e voltaram a cantar "paguem as famílias!", além de um pedido por "justiça".

Em resposta, a torcida do Flamengo, em coro, entoou músicas em alusão ao rebaixamento do Fluminense para a Série C em 1999: "Ão, ão, ão, Terceira Divisão!". Em seguida, voltou a cantar ofensas homofóbicas, incluindo uma paródia de um canto dos tricolores, utilizando o mesmo adjetivo pejorativo.

Na quarta (12), o Flu foi advertido pelo TJD por "desrespeitar frontalmente as vítimas, seus parentes e o clube adversário". O Flamengo enviou pedido para o órgão para participar do julgamento como terceiro interessado, e em sua primeira frase, o advogado Rodrigo Fragelli afirmou que o clube queria uma "resposta educativa" aos gritos do rival, ressaltando a boa relação entre as duas diretorias.

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