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Carille saiu por baixo por não agir como Mano em 'gerenciamento de crise'

Pedro Vale/AGIF
Imagem: Pedro Vale/AGIF

Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

09/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Mano Menezes foi utilizado como exemplo por conta de sua saída do Cruzeiro
  • Corintianos acreditam que Carille deveria fazer o mesmo que Mano, que deixou o Cruzeiro alegando que não "dava mais"
  • Mas Carille fez exatamente ao contrário: criticou os jogadores e a diretoria
  • Carille foi demitido, e Corinthians acabou com "era Mano/Carille" e fechou com Tiago Nunes

O técnico Mano Menezes, que se identificou com o Corinthians em sua carreira, pela primeira vez estará do "outro lado" no dérbi. Hoje (9), ele comandará o Palmeiras contra o Timão, às 19h (de Brasília), no Pacaembu, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mano, aliás, foi bastante comentado dentro do Alvinegro nas últimas semanas.

Segundo apurou o UOL Esporte, Mano Menezes foi utilizado de exemplo no Corinthians na crise recente que culiminou na demissão de Fábio Carille no último domingo. A reportagem ouviu três profissionais do clube paulista que esperavam que Carille - ex-auxiliar de Mano, por sinal - tivesse a mesma postura do veterano treinador em sua saída do Cruzeiro nesta temporada.

Para os corintianos, em meio à sequência de oito jogos sem vitória de sua equipe, Carille deveria ter convocado uma entrevista coletiva, como fez Mano no Cruzeiro em agosto, e anunciado que não conseguia mais fazer o time jogar e pedir demissão na sequência.

No entanto, Carille fez exatamente ao contrário. Estendeu sua gestão e acabou saindo do clube com relacionamento ruído com jogadores, diretoria e profissionais do Alvinegro. Em sua última entrevista, o treinador disse que tinha vergonha do time e culpou a diretoria por falta de contratações que se encaixam com o seu sistema de jogo.

Essa postura, recorrente nas entrevistas, desagradou bastante tanto diretoria como, principalmente, os atletas. Até que Carille viu o Corinthians ser goleado pelo Flamengo por 4 a 1, no Maracanã, e para ser demitido ainda no vestiário. Nem a multa rescisória de R$ 3,6 milhões segurou o treinador.

Sem Carille, o Corinthians optou por contratar um treinador que encerrasse uma "era de futebol mais defensivo". Essa filosofia, aliás, teve Mano Menezes como um dos percursores. O Timão fechou com Tiago Nunes, que assume o time em 2020.

Hoje (9), o técnico interino Dyego Coelho comanda o Corinthians. Ele ficará na função até o término do Campeonato Brasileiro. Sem os líderes do elenco, Cássio e Fagner, com dores, o Corinthians deve iniciar o clássico com a seguinte escalação: Walter, Michel Macedo, Manoel, Gil, Danilo Avelar; Gabriel, Junior Urso, Pedrinho, Mateus Vital e Janderson; Mauro Boselli.

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