PUBLICIDADE
Topo

Rafael Reis

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

5 motivos para Lewandowski vencer a eleição de melhor jogador do mundo

Robert Lewandowski é candidato ao bicampeonato do "The Best" - Divulgação/Bayern
Robert Lewandowski é candidato ao bicampeonato do "The Best" Imagem: Divulgação/Bayern
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

17/01/2022 04h00

Lionel Messi, Mohamed Salah ou Robert Lewandowski. Um desses três astros do primeiro escalão do futebol mundial será anunciado hoje como o melhor jogador do planeta na temporada 2020/21.

Assim como aconteceu no ano passado, a cerimônia do "The Best", prêmio da Fifa que destaca os grandes nomes da modalidade, será realizada sem presença de público em virtude da pandemia da covid-19.

Desta vez, a participação brasileira na festa será bastante reduzida. O único representante do país pentacampeão mundial indicado é Alisson (Liverpool), que concorre ao troféu de melhor goleiro pela terceira temporada consecutiva.

Desde sábado, o "Blog do Rafael Reis" está elencando os motivos pelo qual cada um dos candidatos ao posto de maior jogador do planeta merece ser premiado. No primeiro dia, mostramos as razões que podem levar Salah ao topo do mundo.

Ontem, foi a vez de fazer o mesmo com Messi. E, hoje, dia da premiação, apresentamos por que Lewandowski é forte candidato ao bicampeonato.

5 motivos para Lewandowski ser o melhor do mundo

ARTILHEIRO DO MUNDO

Se o objetivo básico do futebol é fazer gols, nenhum jogador do planeta cumpriu tão bem suas obrigações na temporada passada quando Lewandowski. Contando os jogos do Bayern de Munique e da seleção polonesa, o camisa 9 meteu nada menos que 56 bolas nas redes ao longo de 2020/21 e registrou média superior a um tento por partida (1,12, para ser mais exato). Lewa foi o goleador do Campeonato Alemão, terminou no top 10 da artilharia da Liga dos Campeões da Europa (mesmo tendo perdido 40% dos jogos por problemas físicos), faturou a Chuteira de Ouro e ainda levou para a casa o inédito prêmio de "artilheiro do ano", concedido pela revista "France Football", a mesma que organiza a Bola de Ouro.

GERD MÜLLER, QUEM?

Durante quase 50 anos, a resposta para a pergunta "quem é o maior artilheiro de uma única edição do Campeonato Alemão" foi sempre a mesma: Gerd Müller, autor de 40 gols na temporada 1971/72 da Bundesliga. Pois esse cinquentenário recorde agora está nas mãos de Lewandowski. Mesmo tendo desfalcado o Bayern em cinco das 34 rodadas da primeira divisão germânica, a maioria por conta de uma lesão de ligamento, o polonês conseguiu balançar as redes adversárias 41 vezes e superou a histórica marca do maior e mais badalado atacante que o futebol alemão já produziu.

PRODUTIVIDADE

Por mais que seja um legítimo camisa 9 e que tenha no faro de gol sua maior virtude, o camisa 9 do Bayern não é apenas um empurrador de bolas para as redes. E a prova disso é que, na temporada passada, ninguém participou ativamente de mais jogadas que mexeram com o placar do que Lewandowski. Contando os gols que ele marcou e as assistências que distribuiu para seus companheiros de clube e seleção, o centroavante teve participação direta em 67 gols ao longo de 2020/21, contra 60 de Messi e 53 de Salah. Dentre os jogadores que não chegaram à final do "The Best", quem mais se aproximou da marca foi o francês Kylian Mbappé, com 61 atuações decisivas.

DESACOSTUMADO A PERDER

Ver Lewandowski saindo de campo cabisbaixo depois de uma derrota é cena rara. Não que o centroavante não fique puto com os resultados negativos. Mas é que eles quase nunca acontecem. Durante a temporada passada inteira, o camisa 9 só perdeu oito jogos (e metade deles foi pela seleção polonesa, que está bem longe de ser uma potência e caiu logo na primeira fase da Eurocopa). Os outros finalistas do "The Best" estão um pouco mais acostumados com os reveses. Messi foi derrotado em dez oportunidades durante 2020/21 e Salah caiu 12 vezes no mesmo período.

E CONTINUA...

O "The Best" que será entregue hoje é relativo exclusivamente à temporada passada. No entanto, como os eleitores só puderam votar em seus candidatos preferidos a partir de novembro, é natural que os eventos de 2021/22 acabem também sendo indiretamente considerados. E a boa notícia para os torcedores de Lewandowski é que o centroavante continua mais ou menos na mesma toada que o levou a ser finalista do prêmio de melhor do mundo. Nesta temporada, ele já marcou 39 gols em 33 partidas, média de 1,18 tento por jogo, superior até à registrada no período que deve ser considerado por quem decidiu o vencedor da eleição da Fifa.