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Rafael Reis

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

4 motivos para Messi vencer a eleição de melhor jogador do mundo

Em 2021, Messi ganhou seu primeiro título com a seleção argentina - Juan Ignacio RONCORONI / POOL / AFP
Em 2021, Messi ganhou seu primeiro título com a seleção argentina Imagem: Juan Ignacio RONCORONI / POOL / AFP
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

16/01/2022 04h00

Lionel Messi, Mohamed Salah ou Robert Lewandowski. Um desses três astros do primeiro escalão do futebol mundial será anunciado amanhã como o melhor jogador do planeta na temporada 2020/21.

Assim como aconteceu no ano passado, a cerimônia do "The Best", prêmio da Fifa que destaca os grandes nomes da modalidade, será realizada sem presença de público em virtude da pandemia da covid-19.

Desta vez, a participação brasileira na festa será bastante reduzida. O único representante do país pentacampeão mundial indicado é Alisson (Liverpool), que concorre ao troféu de melhor goleiro pela terceira temporada consecutiva.

Desde ontem, o "Blog do Rafael Reis" está elencando os motivos pelo qual cada um dos candidatos ao posto de maior jogador do planeta merece ser premiado. Ontem, mostramos as razões que podem levar Salah ao topo do mundo.

Hoje é a vez de fazer o mesmo com Messi. E, amanhã, dia da premiação, apresentaremos por que Lewandowski é forte candidato ao bicampeonato.

4 motivos para Messi ser o melhor do mundo

ENFIM, CAMPEÃO

Demorou 16 anos e mais de 150 partidas, mas Messi conseguiu na temporada passada acabar com o maior porém que existia em seu currículo: o fato de jamais de ter conquistado um título com a seleção principal da Argentina. E o craque fez isso em grande estilo: venceu uma Copa América na casa do Brasil, o arquirrival máximo do seu país, e derrotando justamente o time pentacampeão mundial na decisão. A última vez que os argentinos haviam levantado uma taça havia sido ainda no século passado, na Copa América-1993, durante a infância de Messi. Antes de acabar com esse longo tabu, o camisa 10 já havia sido campeão mundial sub-20 e dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 com seleções menores dos Hermanos.

EU SOZINHO

Em sua temporada de despedida do Barcelona, o agora jogador do Paris Saint-Germain ganhou a Copa do Rei, foi terceiro colocado no Campeonato Espanhol e caiu nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa. Parece pouco, né? Mas, depois que o argentino foi embora, os culés foram eliminados na fase de grupo da Champions e têm se mantido fora até mesmo do G4 da La Liga já há alguns meses. A verdade é que, sem seus companheiros de alto nível dos melhores momentos do Barça da década passada, Messi estava jogando praticamente "sozinho" na equipe blaugrana e fazia milagre em mantê-la minimamente competitiva no cenário internacional.

É GARÇOM QUE FALA

Messi ficou atrás de Lewandowski no número de gols marcados ao longo da temporada (38, contra 48). No entanto, na quantidade de assistências, nenhum dos outros candidatos ao "The Best" sequer se aproxima dos resultados alcançados pelo veterano. Enquanto a estrela argentina distribuiu 14 passes para seus companheiros balançarem as redes durante 2020/21, o centroavante polonês entregou nove presentes e Salah, apenas seis. Além de um artilheiro nato, Messi também é um dos maiores garçons do futebol atual. Ou seja, parece inegável que é ele o jogador mais completo dos finalistas da eleição da Fifa.

PILOTO AUTOMÁTICO

O "The Best" não é apenas uma eleição que premia quem melhor jogou futebol no último ano, mas também um grande teste de popularidade que mede os atletas mais admirados do planeta. E, nesse quesito, é quase impossível derrotar Messi. O argentino é sinônimo de craque há quase duas décadas e um grande ídolo para parte considerável do colégio eleitoral que decide quem é o craque máximo do planeta. Para eles, Messi é uma espécie de voto automático, independente do que tenha produzido nos gramados durante a temporada. Não à toa, o argentino subiu ao pódio em 14 das últimas 15 edições dos prêmios da Fifa. E, desta vez, o camisa 30 do PSG chega credenciado por ter acabado de vencer a Bola de Ouro, dada pela revista "France Football". Assim, fica difícil competir com ele.