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Rafael Reis

REPORTAGEM

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Seleção dos jogadores mais caros da Olimpíada tem mais Espanha que Brasil

Pedri, da Espanha, é o jogador mais valioso do futebol de Tóquio-2020 - Etsuo Hara/Getty Images
Pedri, da Espanha, é o jogador mais valioso do futebol de Tóquio-2020 Imagem: Etsuo Hara/Getty Images
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

26/07/2021 04h00

O Brasil é o atual campeão do torneio olímpico masculino de futebol e carrega o peso de ser um dos principais candidatos a conquistar a medalha de ouro também nos Jogos de Tóquio-2020.

Mas engana-se quem pensa que a equipe comandada por André Jardine é aquela que reúne os atletas mais valorizados internacionalmente dentre aqueles que estão jogando bola nesta edição da Olimpíada.

De acordo com estudo feito pelo site "Transfermarkt", especialista na cobertura do Mercado da Bola global, é a Espanha, e não o Brasil, quem domina a seleção dos atletas mais valiosos do futebol olímpico deste ano.

Dos 11 integrantes do time ideal de Tóquio-2020, seis são compatriotas de Xavi, Iniesta e Sergio Ramos. E cinco deles (Unai Simón, Pau Torres, Pedri, Dani Olmo e Miker Oyarzabal) estiveram recentemente com a seleção principal na disputa da Eurocopa.

Um desses espanhóis, o meia Pedri, é o jogador mais valioso da Olimpíada. O preço atual do garoto do Barcelona que se transformou em uma das maiores revelações do futebol mundial na temporada passada está estimado em 80 milhões de euros (R$ 490,1 milhões).

Já o Brasil conta com apenas três representantes na seleção dos mais caros de Tóquio-2020: o zagueiro Diego Carlos (Sevilla), o lateral esquerdo Abner (Athletico-PR) e o atacante Richarlison (Everton).

No total, a equipe dos astros olímpicos que estão no Japão está avaliada em 479 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões).

Além dos seis espanhóis e dos três brasileiros, a seleção conta ainda com um lateral direito da Alemanha (Benjamin Henrichs, que defende o RB Leipzig) e um meio-campista da Costa do Marfim (Franck Kessié, do Milan).

Apenas três dos 11 escolhidos (Diego Carlos, Kessié e Marco Asensio) estão disputando os Jogos nas vagas sem limite de idade (cada país teve direito a convocar três veteranos). Todos os outros nasceram a partir de 1º de janeiro de 1997, ou seja, ainda possuem idade olímpica.

Com uma vitória (4 a 2 sobre a Alemanha) e um empate (0 a 0 contra a Costa do Marfim), o Brasil lidera o Grupo D do futebol olímpico em Tóquio. A equipe de André Jardine encerra sua participação na primeira fase na quarta-feira, contra a Arábia Saudita, lanterna da chave, que perdeu seus dois primeiros jogos.

Ao longo de 120 anos de história da modalidade no programa olímpico, 19 seleções diferentes já conquistaram a medalha de ouro. O Brasil só se juntou à lista na Rio-2016. Hungria e Reino Unido, com três títulos cada, são os maiores vencedores.

A decisão do torneio masculino deste ano está marcada para 7 de agosto e será disputada no estádio Internacional de Yokohama, o mesmo palco do pentacampeonato mundial da seleção brasileira em 2002. A chave feminina será definida um dia antes, no Nacional de Tóquio.

Seleção dos mais valiosos - Jogos Olímpicos

G - Unai Simón (ESP): 20 milhões de euros
LD - Benjamin Henrichs (ALE): 12 milhões de euros
Z - Diego Carlos (BRA): 45 milhões de euros
Z - Pau Torres (ESP): 50 milhões de euros
LE - Abner (BRA): 7 milhões de euros
MC - Franck Kessié (CMF): 55 milhões de euros
MC - Pedri (ESP): 80 milhões de euros
MAD - Marco Asensio (ESP): 35 milhões de euros
MAC - Dani Olmo (ESP): 50 milhões de euros
MAE - Mikel Oyarzabal (ESP): 70 milhões de euros
A - Richarlison (BRA): 55 milhões de euros

Fonte: Transfermarkt